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Tremores dificultam trabalho de resgate das vítimas do terremoto na China

22 abr 2013
09h31
atualizado às 11h04

Mais de 2,3 mil réplica (tremores de menores intensidades) foram registrados até o momento na comarca chinesa de Lushan, na província de Sichuan, depois que o terremoto de 7 graus na escala Richter sacudiu a região no último sábado e deixou pelo menos 188 mortos e 25 desaparecidos, o que dificulta os trabalhos de resgate.

Segundo a Agência de Terremotos da China, 2.360 réplicas foram registradas na região desde o último sábado, sendo que quatro delas apresentou uma magnitude superior aos 5 graus.

O Observatório Meteorológico Central advertiu sobre a possibilidade de que as réplicas, assim como a chuva que está sendo esperada nos próximos dois dias, possam gerar deslizamentos de terra e outros desastres meteorológicos, o que pode afetar as operações de resgate e de assistência a 1,72 milhão de pessoas que foram afetadas pelo terremoto.

Apenas na montanhosa comarca de Baoxin, uma das mais afetadas pelo terremoto, 40 deslizamentos de terra foram registrados, indicou o Ministério de Assuntos Civis.

Até o momento, as autoridades chinesas confirmaram 188 mortes e 12 mil feridos, mil deles em estado grave, além de 25 desaparecidos. Mais de 220 mil pessoas foram retiradas da área, onde aproximadamente 13 mil casas foram destruídas.

Para tentar ajudar aos residentes das áreas mais remotas, helicópteros da Força Aérea chinesa completaram hoje o primeiro de uma série de lançamentos para fornecer comida e água aos sobreviventes da aldeia de Baosheng. De acordo com a agência "Xinhua", os helicópteros entregaram 2,6 toneladas de provisões.

Além dos estragos citados, o terremoto bloqueou várias estradas na comarca de Lushan, o que deixou os habitantes de muitas aldeias remotas sem acesso a alimentos.

O oeste da China é uma zona de frequente atividade sísmica, sendo que nas últimas semanas vários tremores de menor intensidade (ao redor de 5 graus na escala Richter) foram registrados na província chinesa de Yunnan, os quais deixaram dezenas de pessoas feridas.

EFE   
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