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 Tepco teme que vazamentos de Fukushima superem os de Chernobyl
12 de abril de 2011 04h42 atualizado às 08h21

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12 de abril - O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, fala à imprensa sobre a gravidade do acidente nuclear em Fukushima. Foto: Reuters

O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, fala sobre a gravidade do acidente nuclear em Fukushima
Foto: Reuters

A Tokyo Electric Power Company (Tepco), operadora da usina nuclear de Fukushima, indicou nesta terça-feira que teme que os vazamentos de materiais radioativos na central igualem ou superem no futuro os ocorridos em 1986 em Chernobyl (Ucrânia).

"O vazamento de radiação não foi completamente controlado e nossa preocupação é que a quantidade possa a longo prazo alcançar ou superar a de Chernobyl", indicou hoje uma fonte da Tepco à agência local Kyodo.

As declarações ocorrem no dia em que o governo do Japão decidiu elevar o nível de gravidade do acidente de Fukushima de 5 para 7 na escala internacional - o índice máximo -, com o que se iguala ao de Chernobyl.

A gravidade foi atualizada porque a acumulação de radiação total emitida desde a central chegou a ser de dezenas de milhares de terabecquerel, embora represente apenas 10% da radiação que vazou de Chernobyl, segundo a Agência de Segurança Nuclear do Japão.

O organismo acredita que a maior parte do material radioativo liberado na atmosfera de Fukushima Daiichi provém do reator 2, que em 15 de março sofreu uma explosão de hidrogênio próxima da piscina de supressão, na base do reator, o que danificou a estrutura de contenção que protege o núcleo.

Isso levou a uma fuga em massa de materiais radioativos no reator, que se acredita que tenha experimentado uma fusão parcial das barras de combustível, segundo a agência nuclear.

O governo japonês disse ontem que a radiação acumulada durante 25 dias em várias localizações da província de Fukushima excedeu os níveis máximos estabelecidos para o período de um ano.

Terremoto e tsunami devastam Japão
Na sexta-feira, 11 de março de 2011, o Japão foi devastado por um terremoto de 9 graus, o maior da história do país. O tremor gerou um tsunami, arrasando inúmeras cidades e províncias da costa nordeste nipônica. Além dos danos imediatos, o país e o mundo convivem com o temor de um desastre nuclear nos reatores de Fukushima. Embora a situação vá se estabilizando, o desfecho e as consequências permanecem incertas.

Os prejuízos materiais devem passar dos US$ 200 bilhões. Em meio a constantes réplica s do terremoto e cortes de energia, o Japão trabalha para garantir a segurança dos sobreviventes, evacu ar áreas de risco e, aos poucos, iniciar a reconstrução do país.

EFE
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