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 Japoneses fazem protesto em Tóquio contra usinas nucleares
10 de abril de 2011 09h18 atualizado às 23h17

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Os manifestantes pediram o fechamento da planta de Hamaoka, na província de Shizuoka. Foto: AFP

Os manifestantes pediram o fechamento da planta de Hamaoka, na província de Shizuoka
Foto: AFP

Cerca de 2 mil pessoas protestaram neste domingo em Tóquio contra as usinas nucleares ao grito de "Não precisamos de Fukushima" em referência à crise atômica gerada pelo terremoto e posterior tsunami de 11 de março no Japão.

Os manifestantes se dividiram por diversas áreas da capital japonesa, entre elas a sede de Tokyo Electric Power (TEPCO), operadora da usina nuclear de Fukushima Daiichi, que tem sérios problemas em quatro de seus seis reatores e emite radiação. Conforme a televisão NHK, as 2 mil pessoas foram convocadas por oito associações antinucleares para pedir o fechamento de todas as centrais que utilizam combustível atômico do Japão.

Como indicaram os participantes, em Koenji (ao norte da capital) ao menos mil pessoas se reuniram para protestar com o mesmo objetivo em um ambiente festivo, embora acompanhados de um cordão policial. Os manifestantes gritaram palavras de ordem para exigir o fechamento da central de Fukushima e a favor das energias alternativas.

Os representantes das associações presentes pediram o fechamento da planta de Hamaoka, na província de Shizuoka, já que consideram que corre um alto risco de sofrer um dano similar ao de Fukushima Daiichi se for atingida por um tsunami.

O terremoto de 9 graus de 11 de março, que nesta segunda-feira completa um mês, destruiu com a força de um tsunami que se seguiu os geradores de energia que refrigeravam os reatores de Fukushima, o que provocou várias explosões e a emissão de radioatividade.

Terremoto e tsunami devastam Japão
Na sexta-feira, 11 de março de 2011, o Japão foi devastado por um terremoto de 9 graus, o maior da história do país. O tremor gerou um tsunami, arrasando inúmeras cidades e províncias da costa nordeste nipônica. Além dos danos imediatos, o país e o mundo convivem com o temor de um desastre nuclear nos reatores de Fukushima. Embora a situação vá se estabilizando, o desfecho e as consequências permanecem incertas.

Os prejuízos materiais devem passar dos US$ 200 bilhões. Em meio a constantes réplica s do terremoto e cortes de energia, o Japão trabalha para garantir a segurança dos sobreviventes, evacu ar áreas de risco e, aos poucos, iniciar a reconstrução do país.

EFE
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  1. Os manifestantes pediram o fechamento da planta de Hamaoka, na província de Shizuoka

    Foto: AFP

  2. Aos gritos de "Não precisamos de Fukushima", cerca de 2 mil japoneses protestaram as usinas nucleares

    Foto: AFP

  3. Os reatores de Fukushima foram destruídos pelo tsunami que se seguiu ao terremoto do dia 11 de março

    Foto: AFP

  4. A planta de Hamaoka corre um alto risco de sofrer dano similar ao de Fukushima Daiichi se atingida por um tsunami

    Foto: AFP

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