O primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, visitou neste domingo pela terceira vez a regiao afetada pelo tsunami do dia 11 de março e prometeu, na cidade de Ishinomaki, cerca de 70 mil casas temporárias para os desabrigados. Em Ishonomaki, cuja indústria pesqueira foi gravemente afetada pelo maremoto, Kan anunciou que o governo selecionará os portos que deverão ser reconstruídos no programa de reabilitação que o Executivo prepara.
Kan também assegurou que vão ser construídas cerca de 70 mil casas temporárias nas zonas mais afetadas para as pessoas que ainda vivem em refúgios, informou a agência local Kyodo. "Acho que será necessária muita energia para a reconstrução, mas vejo progressos nos trabalhos para retirar os escombros", disse Kan em Ishinomaki, segunda maior cidade de Miyagi, a província mais afetada pelo terremoto de 9 graus, que causou cerca de 13 mil mortos e 14.691 desaparecidos.
Alguns dos moradores se queixaram de que a visita do primeiro-ministro foi breve e não serviu para que as medidas para melhorar sua situação acelerem. Kan também se reuniu em Sendai, capital de Miyagi, com as forças de autodefesa do Japão e do exército dos Estados Unidos, que trabalham conjuntamente para localizar desaparecidos nas áreas litorâneas de Miyagi, Iwate e Fukushima.
O primeiro-ministro do Japão agradeceu aos americanos sua ajuda e lembrou que contribui para fortalecer as relações entre ambos os aliados. Cerca de 12 militares japoneses e uma centena de soldados americanos participam das operações de busca com 90 aeronaves e 50 embarcações e a colaboração da polícia e da guarda litorânea.

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