A Agência de Segurança Nuclear japonesa aumentou nesta sexta-feira de 4 para 5 o nível do acidente nuclear de Fukushima na Escala Internacional de Acontecimentos Nucleares e Radiológicos (INES, na sigla em inglês), que vai até 7.
A decisão da agência coloca a crise de Fukushima no mesmo nível do acidente de 1979 na central de Three Mile Island, Pensilvânia (EUA). A Autoridade de Segurança Nuclear da França classifica a crise de Fukushima como nível seis. O desastre de Chernobyl, em 1986, é considerado nível sete.
O nível 5 indica "um acidente com consequências graves", de acordo com a Escala Internacional de Eventos Nucleares (Ines, na sigla em inglês), enquanto o nível 4 significa um "acidente com consequências locais".
Terremoto e tsunami devastam Japão
Na sexta-feira, 11, o Japão foi devastado por um terremoto que, segundo o USGS, atingiu os 8,9 graus da escala Richter, gerando um tsunami que arrasou a costa nordeste nipônica. Fora os danos imediatos, o perigo atômico permanece o maior desafio. Diversos reatores foram afetados, e a situação é crítica em Fukushima, onde existe o temor de um desastre nuclear.
Juntos, o terremoto e o tsunami já deixaram mais de 5,4 mil mortos e dezenas de milhares de desaparecidos. Além disso, os prejuízos já passam dos US$ 200 bilhões. Em meio a constantes réplicas do terremoto, o Japão trabalha para garantir a segurança dos sobreviventes e, aos poucos, iniciar a reconstrução das áreas devastadas.

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