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Terremoto provoca 152 mortes e deixa mais de 5,5 mil feridos na China

20 abr 2013
10h37
atualizado às 10h38
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Um terremoto de 7 graus na escala Richter causou neste sábado a morte de pelo menos 152 pessoas, e deixou mais de 5,5 mil feridos na província central chinesa de Sichuan, onde equipes de emergência, com apoio militar, trabalham para socorrer as vítimas.

A região das montanhas de Longmen registrou cinco anos atrás sismo de 8 graus de magnitude causou 90 mil mortos.

Pelo movimento tectônico a comarca de Lushan registrado às 8h02 local (21h02 no horário de Brasília), de acordo com Centro de Redes Sismológicas da China, 200 pessoas ficaram feridas em estado grave.

O epicentro do terremoto aconteceu a 30,3 graus de latitude norte, 103 graus de longitude leste e a 13 quilômetros de profundidade, na mesma vertente montanhosa onde em 12 de maio de 2008 aconteceu o terremoto de Wenchuan.

A falha de Longmen uma pequena parte da grande zona de atrito entre as placas tectônicas indiana e asiática, registrou 12 terremotos de mais de cinco graus desde 1900, o pior, justamente em 2008.

A região afetada hoje é menos remota do que a atingida cinco anos atrás, por isso as primeiras equipes de televisão chegaram logo depois do ocorrido, mostrando as primeiras imagens das áreas assoladas pelo tremor.

As cidades mais afetadas em número de vítimas foram Longmen e Qingren. Já na cidade de Gucheng, de 3 mil habitantes, tem 95% de suas edificações comprometidos.

Câmeras de seguranças registraram imagens de cidadãos de toda a província - já que o tremor foi sentido em boa parte do oeste do país - correndo pelas ruas, e até mesmo pacientes de um hospital, em Lushan, que acabaram sendo atendidos em plena rua, por temor de novos tremores.

As autoridades lançaram um amplo dispositivo de atendimento às vítimas, com envio de mais de 6 mil soldados do Exército e milhares de bombeiros, membros da polícia, entre outros agentes públicos, que conseguiram resgatar cerca de 50 pessoas com vida dos escombros.

As forças armadas chinesas utilizam drones (aviões não tripulados) pela primeira vez em um terremoto, para examinar as mais remotas zonas atingidas. Há pelo menos quatro áreas próximas ao epicentro que ainda não foram acessadas, por isso, é esperado que o número de vítimas aumente nas próximas horas.

O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, viajou para a região atingida, para supervisionar os trabalhos de resgate. O presidente Xi Jinping, por sua vez, cobrou que as autoridades locais não poupem esforços e dêem prioridade ao resgate de vítimas.

O Ministério de Assuntos Civis enviou ajuda humanitária à zona, composta por 30 mil tendas de campanha e 50 mil cobertores, entre outros bens básicos.

O terremoto deixou sem água e eletricidade várias localidades. Além disso, várias estradas foram afetadas, dificultando a chegada das equipes de resgate.

A agência "Xinhua" informou a morte de um soldado, quando um dos veículos militares que se dirigiam à região para auxiliar nos trabalhos de resgate, caiu em um precipício. No acidente, outras sete pessoas ficaram feridas.

A zona do terremoto é conhecida por ser a primeira em que foram avistados ursos panda na história, e é base de uma base de pesquisa desta espécie, em risco de extinção. Responsáveis deste centro, consultados pela imprensa oficial, afirmaram que não há vítimas entre seus animais.

Após o forte tremor inicial se registrou hoje, também foram observadas pelo menos 627 réplicas na região, a pior delas de 5,3 graus.

O oeste da China é uma zona de frequente atividade sísmica, e nas últimas semanas vários tremores de menor intensidade, (ao redor de 5 graus na escala Richter) na também ocidental província chinesa de Yunnan, causaram dezenas de feridos.

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EFE   
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