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Terremoto de 7,3 graus atinge o Japão e deixa 10 feridos

7 dez 2012
06h25
atualizado às 12h58

Um terremoto de 7,3 graus de magnitude atingiu a costa leste japonesa na manhã desta sexta-feira, segundo informações do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). A NHK, rede de televisão japonesa, reportou que o tremor, de profundidade 32 km, foi sentido com intensidade na capital Tóquio. As autoridades emitiram um alerta de tsunami ao longo de 500 km da costa nordeste do país, que poderia registrar ondas de até 2 metros em alguns pontos. Mas, duas horas depois do tremor, o alerta foi suspenso.

Bombeiros convocam moradores a evacuar prédios e casas após o terremoto, em Rikuzentakata, na região de Iwate
Bombeiros convocam moradores a evacuar prédios e casas após o terremoto, em Rikuzentakata, na região de Iwate
Foto: Reuters

Relembre o terremoto que devastou o Japão em 2011

Uma série de ondas, a maior delas de um metro, atingiu três municípios de Tohoku (Miyagi, Iwate e Fukushima). Dez pessoas ficaram feridas, a maioria com lesões leves, segundo a NHK. Na província de Miyagi, cinco pessoas se feriram, entre elas uma mulher de 75 anos e uma criança de 2 anos que se machucaram ao cair. Também foram reportados feridos na região de Kanto, onde fica Tóquio, a maioria por contusões causadas por quedas de objetos.

O tremor foi registrado a 245 km de Kamaishi, a área habitada mais próxima do epicentro, e a 462 km de Tóquio. Outros terremotos, réplicas do primeiro, foram registrados - um deles de 6,2 graus de magnitude, com epicentro a 220 km de Kamaishi.

A região fica próxima do epicentro do tremor de março de 2011, que causou a morte de mais de 3,5 mil pessoas. A Tokyo Electric Power (TEPCO), responsável pela usina nuclear de Fukushima, não houve irregularidades perceptíveis na radiação. "Não registramos nada anormal nos dados de seis reatores da central de Fukushima Daiichi", afirmou um porta-voz da TEPCO, em referência a uma unidade gravemente afetada pelo acidente do ano passado.

Cerca de 5 mil pessoas deixaram suas casas em Miyagi para se abrigar em áreas mais altas. "Nós pedimos para que as pessoas fossem para áreas mais altas, por meio do canal de rádio especial para catástrofes", disse à AFP Ryuichi Omori, um funcionário do município de Minamisanriku, região costeira que foi arrasada pelo tsunami de 2011 (distrito de Miyagi), quando o alerta ainda estava em vigor. "Já está muito escuro e não podemos ver se as pessoas deixaram suas casas. Telefones, fixos e celulares, não funcionam, o que complica ainda mais as coisas", afirmou.

"O terremoto não foi enorme, mas durou bastante tempo. Não tem nada a ver com o do ano passado", disse o funcionário municipal. No canal de televisão NHK, um apresentador repetia: "lembrem-se do terremoto e tsunami do ano passado. Avisem aos seus vizinhos e fujam imediatamente para as partes altas".

Os trens de alta velocidade Shinkansen com destino ao nordeste do país tiveram as viagens interrompidas. Uma parte do serviço já foi restabelecida. O tráfego foi completamente parado na principal estrada de Tohoku.

Os dois principais aeroportos da capital, Narita e Haneda, funcionavam normalmente após o terremoto. Mas as operações foram interrompidas no de Sendai, a capital do distrito de Miyagi, onde centenas de passageiros precisaram deixar o local, segundo a NHK.

Em Nagoya, cidade onde o Corinthians está concentrado para o Mundial de Clubes, o terremoto foi pouco sentido.

Fonte: Terra

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