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Terremoto de 7,2 graus atinge o Japão, mas sem gerar danos

9 mar 2011
00h30
atualizado às 16h38

Um terremoto de 7,3 graus na escala Richter com epicentro no Oceano Pacífico atingiu nesta quarta-feira a costa nordeste do Japão e gerou um alerta de tsunami, segundo as autoridades locais, mas sem deixar danos.

O tremor demonstrou a preparação do Japão para lidar com os frequentes terremotos no país, que aplica estritas normas de construção para diminuir o impacto dos eventuais danos.

O trem-bala japonês ficou temporariamente paralisado na região afetada, mas voltou a operar em seguida, enquanto duas usinas nucleares continuaram funcionando sem incidentes.

O terremoto ocorreu às 11h45 da hora local (23h45 de Brasília), com epicentro 160 km ao leste da península de Ojika e a uma profundidade de 8 km, provocando um alerta de tsunami para quatro províncias, aviso que foi retirado três horas depois. Segundo a Agência Meteorológica do Japão, ondas de 60 cm de altura chegaram ao litoral do Pacífico da província de Iwate, mas sem causar danos.

O terremoto foi sentido nas províncias de Miyagi, Iwate, Akita, Yamagata e Fukushima e alcançou a magnitude de 7,3 na escala Richter, indicou a Agência Meteorológica, que anteriormente o estimara em 7,2 graus. Também tremeram edifícios em Tóquio, onde vivemm 13 milhões de habitantes. Em Miyagi, o terremoto chegou à intensidade 5 na escala japonesa, que tem nível máximo de 7.

Segundo a Agência Meteorológica japonesa, durante uma semana podem ocorrer réplicas deste forte tremor. A rede de televisão NHK informou que, apesar da intensidade do terremoto, não funcionaram os alertas de emergência que normalmente são enviados para os telefones celulares pela Agência Meteorológica.

O Japão está sobre o "Anel de Fogo do Pacífico", pelo que os terremotos são relativamente frequentes, levando o país a implementar rígidas normas de construção e treinar a população para situações deste tipo.

Funcionário orienta passageira de trem-bala na cidade de Sendai
Funcionário orienta passageira de trem-bala na cidade de Sendai
Foto: AP
EFE   
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