Ásia

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02 de fevereiro de 2013 • 13h13 • atualizado às 21h15

Terremoto de 6,9 graus na escala Ritcher atinge ilha japonesa

Um terremoto de 6,9 graus na escala Ritcher atingiu neste sábado a ilha japonesa de Hokkaido, causando fortes tremores, mas sem provocar tsunami ou registros de danos imediatos, segundo informou o Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS).

De acordo com o USGS, o terremoto foi registrado às 23h17 local (12h17, horário de Brasília), a uma profundidade de 103 quilômetros. O epicentro do abalo ocorreu a 15 quilômetros ao sudoeste de Obihiro e a 22 quilômetros ao sul-sudoeste de Otafuke.

Dez pessoas sofreram ferimentos leves devido a objetos que caíram, vidros quebrados e outros incidentes, segundo a emissora nacional NKH, mas autoridades informaram que nenhum dano sério foi reportado e que o terremoto não causou um tsunami.

O tremor durou cerca de um minuto, e um vídeo feito nos escritórios da NHK em Hokkaido mostrou telas de computadores balançando e prateleiras ameaçando cair.

Garrafas caíram no chão em supermercados, algumas regiões sofreram apagões e algumas estradas foram fechadas. O trânsito ferroviário foi interrompido em áreas rurais de forma preventiva.

"Estejam atentos para possíveis deslizamentos e prédios que podem ficar fragilizados", alertou em um comunicado a Agência Meteorológica do Japão.

Os tremores mais fortes foram sentidos no leste de Hokkaido - a segunda maior ilha do arquipélago e um popular destino para a prática de esqui -, mas o norte da ilha também tremeu em partes da ilha principal de Honshu, onde fica Tóquio.

Algumas instalações nucleares japonesas ficam na prefeitura de Aomori, no norte de Honshu, mas as companhias que administram as usinas informaram que não houve anormalidades reportadas após o tremor. Tampouco houve anormalidades registradas em Tomari, outra usina nuclear em Hokkaido.

Atualmente, apenas dois dos 50 reatores do país estão funcionando, depois que toda a rede foi desligada por vários meses para checagens de segurança depois da catástrofe em Fukushima, em 2011. As duas usinas ainda em operação ficam em Oi, a oeste de Honshu.

Segundo a NHK, que alertou para a ocorrência de possíveis réplicas, os tremores decorrentes do forte terremoto duraram cerca de um minuto. Momentos antes do terremoto, um alerta foi transmitido por rádio e televisão, prevendo um sismo iminente.

Os programas foram interrompidos na NHK para transmitir informações sobre o terremoto. "Fique em segurança, desligue o gás, tome cuidado com a queda de objetos e se estiver em ambiente aberto, não se aproxime da costa", anunciou a emissora.

Quatro horas depois do terremoto, um tremor de magnitude 5,5 atingiu as ilhas Izu, cerca de 725 km ao sul de Tóquio, segundo o Serviço Geológico Americano.

Em 11 de março de 2011, um terremoto devastador, seguido de um tsunami, devastou o nordeste do Japão, deixando 19 mil mortos ou desaparecidos e causou danos à usina nuclear de Fukushima, provocando o maior desastre atômico do planeta em 25 anos.

Um poderoso terremoto submarino de magnitude 7,3 foi registrado na mesma região em dezembro, provocando um tsunami de 1 metro de altura, mas sem registro de vítimas.

Com informações da EFE e da AFP

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