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Tensão desacelera ajuda da Coreia do Sul ao Norte, diz ONG

24 abr 2013
01h43
atualizado às 01h54
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A persistente tensão na península coreana, que alcançou seus níveis mais elevados nas últimas semanas, desacelerou os frequentes envios privados de ajuda humanitária da Coreia do Sul ao Norte, denunciaram nesta quarta-feira várias ONG em Seul.

O Governo sul-coreano, cuja aprovação é indispensável para completar qualquer envio ao país vizinho, ainda não deu o sinal verde a vários despachos de produtos básicos como alimentos para bebês e provisões médicas essenciais, segundo organizações civis citadas pela agência local Yonhap.

Pelo menos três grupos solicitaram permissão para envios à Coreia do Norte, mas, segundo lamentaram as ONGs, o Ministério da Unificação de Seul não deu seu consentimento por alegar que é necessário revisar cuidadosamente os produtos.

O ministro da Unificação, Ryoo Kihl-jae, deixou claro que a situação política adversa entre as Coreias não impede o envio de ajuda humanitária sul-coreana ao Norte, mas apontou que as cargas são revisadas individualmente para assegurar sua distribuição e uso adequados.

A Coreia do Sul teme que o militarizado país comunista desvie parte da ajuda ao seu poderoso Exército, com mais de 1 milhão de soldados, ou para outras necessidades, em vez de destiná-la aos setores mais vulneráveis da população civil.

Em todo caso, as circunstâncias na península coreana estão dificultando que as transações sejam completadas, mesmo quando têm a permissão de Seul. De acordo com a agência "Yonhap", uma ONG que recebeu o sinal verde em dezembro ainda não pôde entregar ao Norte cadeiras de rodas, provisões médicas e alimentos.

Desde que a nova presidente sul-coreana, Park Geun-hye, tomou posse, em 25 de fevereiro, o único envio ao país vizinho aconteceu no início de abril, em plena tensão, quando um grupo distribuiu remédios contra a tuberculose no total de 678 milhões de wons (cerca de US$ 640 mil).

Em 2012, 16 ONGs do Sul forneceram ajuda ao Norte no valor de 180 bilhões de wons (US$ 170 milhões), enquanto o Governo sul-coreano canalizou através de organizações privadas outros 23 bilhões de wons (US$ 21 milhões) em assistência, segundo o Ministério da Unificação.

A Coreia do Norte, que nas últimas semanas intensificou suas frequentes ameaças de guerra contra Seul e Washington, sofre uma contínua crise econômica desde a década de 1990 que a faz depender da ajuda externa para alimentar sua população.

EFE   
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