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16 de outubro de 2013 • 01h41 • atualizado às 09h27

Sobem para 144 os mortos em tremor nas Filipinas; há desaparecidos

Família viu sua casa ir parar dentro de um rio após o terremoto, em Bohol
Foto: Reuters
 

O número de mortos em decorrência de um terremoto nas Filipinas subiu para 144 nesta quarta-feira, e equipes de resgate procuram sobreviventes nos escombros de edificações destruídas, incluindo uma igreja antiga e um hospital.

Quase 3 milhões de pessoas foram afetadas pelo terremoto de magnitude 7,2, ocorrido na terça-feira, que causou deslizamentos e muitos danos à infraestrutura em locais turísticos das ilhas de Bohol e Cebu.  O número de feridos se aproxima de 300, e há pelo menos 23 desaparecidos.

A agência nacional de desastres disse que pelo menos 134 mortos estavam em Bohol, o local mais afetado, 630 quilômetros ao sul de Manila, a capital.

As autoridades temem que o número oficial de mortos suba quando a comunicação com áreas remotas for restabelecida. "Não alcançamos ainda muitos ‘barangays' (aldeias), muitos estão isolados, as estradas estão bloqueadas por grandes rochedos", disse o prefeito da localidade de Loon, Lloyd Lopez, a uma rádio.

Muitos sobreviventes, inclusive pacientes de alguns hospitais, tiveram de passar a noite ao relento, por causa dos tremores secundários. Mais de 840 deles foram registrados, sendo um de magnitude 5,1, segundo a agência filipina de vulcanologia.

"Há muitos tremores secundários, estamos com medo", disse à Reuters Elena Manuel, uma avó de 64 anos, que passou a noite com vizinhos e parentes no terreno de uma centenária igreja que desabou em Loon, cidade com cerca de 43 mil habitantes.

"Não temos mais comida nem água, porque as lojas estão fechadas, e a ponte... está danificada. Após o terremoto, água e lama brotaram de rachaduras no chão do nosso quintal."

Autoridades disseram que 23 pontes e cinco estradas estão intransitáveis em Bohol. Dezessete igrejas sofreram danos irreparáveis em suas antigas estruturas de pedra e coral.

Balsas e voos comerciais já retomaram suas operações, apesar dos danos nos portos e aeroportos de Bohol e Cebu. A Força Aérea está enviando 11 toneladas de mantimentos para Bohol, segundo um porta-voz.

O presidente Benigno Aquino vistoriou áreas atingidas e alertou para penalidades duras a quem tentar se aproveitar do desastre. O governo decretou estado de calamidade nas ilhas afetadas, o que resulta em um congelamento de preços.

Alguns visitantes cancelaram suas estadias em Bohol, mas John Patrick Chan, gerente-geral corporativo do grupo hoteleiro Bellevue, disse na TV local que o impacto sobre o turismo deve ser efêmero. "Tivemos sorte por o terremoto não ter danificado muitíssimo mais."

Trixie Angeles, consultora da Comissão Nacional de Cultura e Artes, disse que o último terremoto com uma magnitude semelhante a esse em Bohol ocorreu em 1602.

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