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Seul convoca embaixador japonês após visitas a polêmico templo

24 abr 2013
22h43
atualizado em 25/4/2013 às 00h22
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O vice-ministro das Relações Exteriores da Coreia do Sul, Kim Kyou-hyun, convocou nesta quinta-feira o embaixador do Japão em Seul para lhe fazer um protesto formal pelas visitas de autoridades japonesas ao santuário onde é prestado culto a protagonistas da ocupação nipônica da Coreia, informou a agência local Yonhap.

As visitas de vários ministros japoneses durante o fim de semana passado ao polêmico santuário de Yasukuni tiveram como consequência o cancelamento de uma viagem a Tóquio do ministro das Relações Exteriores sul-coreano, Yun Byung-se.

Na ocasião, Seul alegou que no ambiente atual seria "difícil manter um debate produtivo", por isso o ministro decidiu não visitar o Japão.

Também contribuíram para elevar o mal-estar de Seul declarações do primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, nesta semana, nas quais supostamente duvidava do passado invasor do Japão.

Vários ministros e parlamentares japoneses visitaram nos últimos dias o santuário xintoísta onde são homenageados os mortos nas disputas bélicas, e o primeiro-ministro, embora não tenha ido pessoalmente, fez uma oferenda.

Na Coreia do Sul, onde existe um rancor histórico para com seu vizinho, as visitas geraram mal-estar, e o governo de Seul as qualificou como "atos irresponsáveis". Em Yasukuni é prestado culto a heróis militares, incluindo oficiais acusados de cometer crimes contra a humanidade na Segunda Guerra Mundial.

É por isso que países como China e Coreia do Sul criticam duramente as visitas ao templo por considerá-lo um símbolo da opressão colonial japonesa durante a primeira metade do século XX e um monumento ao militarismo japonês.

Além disso, a Coreia do Sul e o Japão tiveram atritos no ano passado em suas relações diplomáticas devido à disputa territorial das ilhas Dokdo/Takeshima, governadas de fato por Seul e reivindicadas por Tóquio, entre outras disputas históricas.

EFE   
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