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Sanções à Coreia do Norte ameaçam ajuda humanitária, diz grupo

22 mai 2013
20h19
atualizado às 20h51

LONDRES, 22 Mai (Fundação Thomson Reuters) - Agências humanitárias que ajudam milhões de norte-coreanos podem ser forçadas a se retirar do país por causa de restrições adotadas por um banco chinês, afetando transações com o principal banco de comércio exterior da Coreia do Norte, disse uma ONG humanitária nesta quarta-feira.

O congelamento, imposto em meio a crescentes preocupações com as ambições nucleares de Pyongyang, impossibilitam a transferência de fundos das agências humanitárias para manter suas atividades, o que inclui programas de combate à desnutrição infantil.

Alguns agentes humanitários estão precisando levar o dinheiro consigo, o que acarreta riscos pessoais. Estima-se que algumas entidades só tenham reservas para um par de meses.

"Todas as agências com escritórios em Pyongyang estão afetadas, e todos estão extremamente preocupados", disse o diretor de programas da ONG alemã Welthungerhilfe, Mathias Mogge, à Fundação Thomson Reuters.

"Isso pode acabar por reduzir nossa capacidade de realizar projetos e até forçar o completo fechamento. Se todas as agências precisarem se retirar, isso afetará milhões de pessoas", disse Mogge, que acaba de voltar do misterioso país.

O Banco da China fechou neste mês a conta do estatal Banco de Comércio Exterior da Coreia do Norte, que já estava sob sanções dos EUA desde março, pela acusação de ajudar o programa nuclear do país.

O banco chinês não explicou os motivos da medida e não quis fazer comentários adicionais.

(Reportagem de Emma Batha)

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