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Ásia

Coreia do Norte envia ameaça direta a tropas americanas

A tensão na Península da Coreia aumentou com os testes nucleares do início de fevereiro

23 fev 2013 - 06h49
(atualizado às 08h12)
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Sul-coreanos protestam contra o líder norte-coreano, Kim Jong-un, em manifestação em Seul
Sul-coreanos protestam contra o líder norte-coreano, Kim Jong-un, em manifestação em Seul
Foto: AP

O regime norte-coreano enviou neste sábado uma mensagem direta às tropas americanas desdobradas na Coreia do Sul, que são acusadas de "incitar uma guerra" e ameaçadas com uma "desgraçada destruição", informou a agência estatal KCNA.

Pak Rim-su, o delegado militar da Coreia do Norte na aldeia de Panmunjom, enviou a advertência por telefone ao general James Thurman, a cargo da missão americana na península da Coreia. "Melhor que leve em conta que aqueles que incitam a guerra enfrentam uma destruição desgraçada", rezava a mensagem do regime norte-coreano, segundo a agência KCNA.

Os EUA mantêm desdobrados em território sul-coreano mais de 28 mil soldados como força dissuasória contra o país comunista desde o fim da guerra entre as duas Coreias (1950-53). O Exército americano realiza todos os anos, em cooperação com a Coreia do Sul, vários exercícios militares, entre eles o "Key Resolve" e o "Foal Eagle", que em março mobilizará mais de 200 mil soldados dos dois países.

O regime comunista qualificou hoje os exercícios conjuntos de EUA e Coreia do Sul como uma "guerra de agressão" encoberta "em um momento muito perigoso", e advertiu que depois do seu começo "vosso destino estará por um fio".

Em 12 de fevereiro, a Coreia do Norte fez o seu terceiro teste nuclear, ação que foi condenada internacionalmente e qualificada como uma grave "provocação" tanto pela Coreia do Sul como pelos EUA.

O presidente americano, Barack Obama, defendeu que a capacidade dos mísseis na região seja reforçada para fazer frente aos avanços militares do regime comunista.

EFE   
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