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Prédio desaba e deixa cerca de 100 mortos em Bangladesh

24 abr 2013
08h43
atualizado às 14h18

Um prédio de oito andares que abrigava fábricas e um shopping center desabou nesta quarta-feira na periferia da capital de Bangladesh e deixou cerca de 100 pessoas mortas e centenas de feridos, disseram autoridades do governo.

Multidão se aglomera ao redor do prédio que desabou em Bangladesh enquanto pessoas tentam resgatar sobreviventes presos nos destroços, em Savar. 24/04/2013. O prédio de oito andares que abrigava fábricas e um shopping center desabou nesta quarta-feira na periferia da capital de Bangladesh e deixou cerca de 100 pessoas mortas e centenas de feridos, disseram autoridades do governo.
Multidão se aglomera ao redor do prédio que desabou em Bangladesh enquanto pessoas tentam resgatar sobreviventes presos nos destroços, em Savar. 24/04/2013. O prédio de oito andares que abrigava fábricas e um shopping center desabou nesta quarta-feira na periferia da capital de Bangladesh e deixou cerca de 100 pessoas mortas e centenas de feridos, disseram autoridades do governo.
Foto: Andrew Biraj / Reuters

Os bombeiros e o Exército trabalharam freneticamente durante o dia no edifício Plaza Rana em Savar, a 30 quilômetros de Daca, para resgatar as pessoas presas sob os escombros.

Um bombeiro disse à Reuters que cerca de 2.000 pessoas estavam no prédio quando os andares superiores começaram a desabar.

Bangladesh, cuja indústria do vestuário vive uma expansão, tem sido assolado por incêndios e outros acidentes durante anos, apesar dos esforços para melhorar os padrões de segurança. Em novembro, 112 trabalhadores foram mortos em um incêndio em uma fábrica na área industrial de Daca.

"Parece que um terremoto atingiu isto aqui", disse um morador, enquanto observava a cena caótica de escombros, ambulâncias entre a multidão e pessoas desesperadas em busca de sobreviventes.

"Eu estava no trabalho no terceiro andar e de repente ouvi um som ensurdecedor, mas não conseguia entender o que estava acontecendo. Corri e fui atingida por algo na minha cabeça", disse Zohra Begum, funcionária de uma das fábricas.

Uma autoridade de uma sala de controle montada para fornecer informações sobre os desaparecidos e feridos disse que havia a confirmação de 96 mortos e mais de 700 feridos.

(Reportagem de Andrew Biraj, Serajul Quadir e Ruma Paulo)

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