Ásia

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12 de agosto de 2013 • 10h28 • atualizado às 10h32

Passagem de tufão pelas Filipinas deixa um morto e 13 desaparecidos

Pelo menos uma pessoa morreu nesta segunda-feira e 13 estão desaparecidas após a passagem do tufão "Utor" pelo norte das Filipinas, com ventos de 150 km/h e rajadas de até 185 km/h.

As autoridades rebaixaram o número de desaparecidos de 23 para 13 depois que um grupo dado por perdido em Cataduanes conseguiu retornar ao porto com vida.

"Labuyo (seu nome para os filipinos) atravessou Nova Vizcaya, Benguet e La Unión em seu caminho rumo ao mar ao oeste das Filipinas. Abandonou o território de La Unión nesta segunda-feira pela tarde", disse à imprensa local uma funcionária da Administração Filipina de Serviços Atmosférico, Geofísico e Astronômico (PAGASA).

Cortes de luz, aulas suspensas, estradas interditadas, árvores caídas e áreas inundadas são alguns dos efeitos causados por "Utor" após entrar no país nesta madrugada madrugada acompanhado de copiosas precipitações.

Sete pescadores estão desaparecidos em Bolinao e outros seis em Pangasinan.

O número de desabrigados subiu para 1.895 no último boletim do Conselho Nacional de Prevenção e Redução de Desastres, enquanto as autoridades ainda avaliam os danos nas infraestruturas e edifícios.

Na província de Aurora, por onde entrou o furacão, há 111 casas destruídas e 562 danificadas.

"Utor", o tufão mais forte que passou pelas Filipinas neste ano, estará no mar da China Meridional amanhã a caminho de território chinês.

Entre 15 e 20 tufões visitam aws Filipinas todos os anos durante a estação das chuvas, que começa em maio ou junho e acaba em novembro, ou se prolonga até dezembro, como ocorreu em 2012 com "Bopha", que deixou mais de mil mortos, 850 desaparecidos e seis milhões de desabrigados.

O desmatamento, a proliferação de jazidas mineiros ilegais, a escassez de infraestruturas e a favelização aumentam os efeitos devastadores dos tufões e as inundações que afetam o arquipélago durante a época da monção.

EFE