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Panamá revoga vistos de norte-coreanos após declarações

17 jul 2013
23h07
atualizado em 18/7/2013 às 00h32
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O governo do Panamá decidiu revogar os vistos concedidos nesta quarta-feira a diplomatas da Coreia do Norte para viajar ao país centro-americano pelo caso do navio norte-coreano retido com armas procedentes de Cuba, devido a "declarações contraproducentes" de Pyongyang.

As imagens reproduzidas na televisão local mostraram parte das armas achadas, uns artefatos grandes e alongados de cor verde, arrematados com uma ponta cônica, que estavam ocultos sob as lonas
As imagens reproduzidas na televisão local mostraram parte das armas achadas, uns artefatos grandes e alongados de cor verde, arrematados com uma ponta cônica, que estavam ocultos sob as lonas
Foto: EFE

"Vão revogar os dois vistos dos diplomatas por declarações contraproducentes" de seu governo, afirmou à Agência Efe uma fonte oficial panamenha.

O anúncio aconteceu horas depois que o chanceler Fernando Núñez assegurou que o Panamá tinha autorizado "dois vistos para representantes da República Popular Democrática da Coreia" para que viajassem ao país para "dar explicações ou inspecionar" o navio no qual foram encontradas as armas ocultas.

Em comunicado oficial emitido pela agência norte-coreana KCNA, o governo da Coreia do Norte exigiu ao Panamá a liberação "sem demora" dos 35 tripulantes do cargueiro, que, segundo o governo panamenho, tentaram impedir a inspeção do navio.

"As autoridades panamenhas interceptaram precipitadamente e detiveram o capitão e a tripulação do navio sob o pretexto que se tratava de uma investigação para buscar drogas", detalhou o escritório.

Neste sentido, o regime de Kim Jong-un considera que ao não encontrar o que buscavam, as autoridades do canal justificaram "seu ato violento buscando outro tipo de carga dentro do navio", acrescentou.

O visto aos diplomatas norte-coreanos seria outorgado por meio da embaixada panamenha em Havana, já que o Panamá e a Coreia do Norte não têm nenhum tipo de relação direta em nível diplomático ou comercial.

A Secretaria de Comunicação da Presidência esclareceu em comunicado que o visto autorizado pela chancelaria horas antes "não é válido" e indicou que deviam ser tramitados pelo Ministério Público, "instituição encarregada das investigações do caso".

"Só o Ministério Público pode autorizar que cidadãos da República Popular de Coreia realizem inspeções no navio retido, razão pela qual o documento solicitado em nossa embaixada com esse fim não é um válido", acrescentou a carta oficial.

Em sua declaração, Pyongyang também minimizava a importância do equipamento bélico encontrado no navio, que qualificou de "obsoleto" e disse que seu envio correspondia a um "contrato legítimo".

Desde a segunda-feira passada, as autoridades panamenhas mantêm retida e submetendo a registro a embarcação "Chong Chon Gang", na qual foram encontradas ocultas em contêineres, e sob toneladas de açúcar, as armas, que ontem Havana disse que enviava a Coreia do Norte para serem reparadas e devolvidas à ilha caribenha.

A descoberta da carga bélica, que supostamente inclui baterias de mísseis antiaéreos, aviões caça e equipamentos militares, fez com que os Estados Unidos anunciassem que prestarão assistência às autoridades do Panamá para realizar a inspeção, à espera que a ONU se encarregue de avaliar a carga.

EFE   

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