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ONU pede mudanças na região Ásia-Pacífico para erradicar fome

15 mar 2012 07h31
| atualizado às 08h00
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O secretário-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), José Graziano da Silva, pediu nesta quinta-feira aos países da Ásia e do Pacífico que mudem seus sistemas de produção agrícola para acabar com a fome e garantir a segurança alimentar. Graziano fez as afirmações em uma conferência ministerial em Hanói, que se estende até sexta-feira, na qual participam 38 nações.

"Isto significa que precisamos melhorar o acesso aos alimentos e a produção agrícola, florestal e pesqueira, ao mesmo tempo em que se deve adotar uma gestão sustentável", destacou o diretor da FAO. O brasileiro acrescentou a importância de os Governos "garantirem sistemas agrícolas e alimentícios integrados e justos, do nível local ao internacional".

Atualmente, 578 milhões de pessoas passam fome na região da Ásia e do Pacífico, quantia que representa 62,5% do total mundial. Além disso, as áreas cultiváveis na Ásia são cada vez menores, pelos cálculos da FAO. "Chegamos quase ao limite da expansão agrícola em vários países. O elevado preço dos alimentos e a volatilidade são ameaças. O preço da venda por atacado do arroz, por exemplo, está entre 10% e 30% superior ao do ano passado em muitos países da Ásia", comentou Graziano.

O primeiro-ministro do Vietnã, Nguyen Tan Dzung, ressaltou em seu discurso que reduzir a pobreza e garantir alimentos à população estava se tornando uma tarefa cada vez mais difícil, porque diminuíam as áreas cultiváveis, havia menos fontes de água e o "impacto da mudança climática estava se agravando". No entanto, Vietnã se considerou uma nação afortunada e disposta a compartilhar sua experiência após superar os problemas do passado para alimentar sua população.

"Agora produzimos não só o suficiente para o consumo interno de uma população que cresce ao ritmo de 1 milhão de pessoas anuais, mas somos o segundo exportador mundial de arroz", destacou o ministro vietnamita. A conferência da FAO em Hanói começou na segunda-feira com a participação de 300 delegados e representantes de 38 nações e os ministros da área presidem os debates nesta quinta e sexta-feira. Reduzir pela metade o percentual de indivíduos que passam fome até o ano 2015 é um dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio da ONU.

EFE   
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