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ONG: combustível usado em reator 3 no Japão é muito tóxico

13 mar 2011
09h22
atualizado às 09h51
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O MOX, combustível utilizado na usina nuclear japonesa de Fukushima, que concentrava todas as preocupações neste domingo, é material particularmente tóxico, informou uma ONG francesa, a Rede Sair do Nuclear (Sortir du nucléaire, RSN).

Indivíduos foram expostos à radiação após explosão no reator nº 1 da usina nuclear de Fukushima
Indivíduos foram expostos à radiação após explosão no reator nº 1 da usina nuclear de Fukushima
Foto: AFP

O reator N°3 em particular, está exposto ao superaquecimento e funciona com o MOX ("mistura de óxidos") um combustível "extremamente perigoso que entra mais facilmente em fusão que os clássicos", diz a RSN.

Composto de urânio e de plutônio, provenientes de dejetos nucleares reciclados, o MOX é "bem mais reativo que os combustíveis padrões", explicou Jean-Marie Brom, engenheiro atômico, diretor de pesquisas no CNRS (organismo público de pesquisa), e que é, também, membro do RSN. "O plutônio, que não existe em estado natural, é veneno químico violento", explicou.

Segundo o RSN, sua "toxicidade é temível: basta inalar uma partícula para desenvolver câncer de pulmão".O Japão começou recentemente a utilizar o MOX para fazer funcionar suas usinas nucleares e previu, em 2008, ampliar progressivamente seu uso em 2011-2012. Um contrato de fornecimento de MOX foi feito com a empresa nuclear francês Areva.

Segundo operadores, na usina nuclear de Fukushima (a 250 km a nordeste de Tóquio) os sistemas de manutenção do nível líquido de resfriamento do reator N°3 estavam "em pane". O governo japonês chegou a prevenir que "não se pode excluir uma explosão", como a de sábado no reator N°1 da mesma central nuclear.

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