Ásia

publicidade
17 de março de 2011 • 03h23 • atualizado às 04h30

Níveis de radiação seguem altos ao redor da usina de Fukushima

Helicópteros das Forças Armadas do Japão coletam água ao largo da costa nordeste para despejar nos reatores da usina de Fukushima
Foto: AP
 

O lançamento de água do mar a partir de helicópteros militares na usina nuclear de Fukushima não fez com que os altos níveis de radiação diminuíssem, informou nesta quinta-feira a empresa operadora, a Tokyo Electric Power (Tepco). A maior preocupação neste momento é o reator 3 da usina nuclear, onde dois helicópteros das Forças de Autodefesa (Exército) lançaram água em quatro ocasiões de manhã, mas os níveis de radiação seguirem estáveis.

O nível de radiação ao redor da central, onde estão alguns trabalhadores, é de 3 mil microsievert por hora, frente aos 1 mil microsievert por ano que se consideram seguros para a saúde humana.

Os helicópteros lançaram água de uma altura de 90 m, quando o nível de radiação se situava em 4,13 milisievert por hora, segundo explicou nesta quinta-feira o ministro de Defesa japonês, Toshimi Kitazawa.

O governo do Japão, no entanto, assegura que não há planos de ampliar a área de evacuação além do raio estabelecido de 20 quilômetros da usina de Fukushima. O porta-voz do governo, Yukio Edano, assinalou também que o Japão "entende" a recomendação dos Estados Unidos para que seus cidadãos em um raio de 80 km da central abandonem a zona, mas insistiu que por enquanto o Governo japonês não considera necessário ampliar o perímetro estabelecido.

Cerca de 200 mil pessoas foram evacuadas nos últimos dias em um perímetro de 20 km em torno da usina de Fukushima, enquanto foi recomendado que aqueles que vivem entre 20 e 30 km não saiam de suas casas, fechem as janelas e evitem usar os aparelhos de ar-condicionado.

Nesta quinta-feira, as autoridades japonesas aumentaram em 28 mil o número de evacuados nas localidades próximas à usina nuclear. Estas pessoas foram levadas para centros de amparo na província de Fukushima e nas zonas de Niigata e Togichi, segundo a rede de televisão NHK.

Terremoto e tsunami devastam Japão
Na sexta-feira, 11, o Japão foi devastado por um terremoto que, segundo o USGS, atingiu os 8,9 graus da escala Richter, gerando um tsunami que arrasou a costa nordeste nipônica. Fora os danos imediatos, o perigo atômico permanece o maior desafio. Diversos reatores foram afetados, e a situação é crítica em Fukushima, onde existe o temor de um desastre nuclear.

Juntos, o terremoto e o tsunami já deixaram mais de 4,3 mil mortos e dezenas de milhares de desaparecidos. Além disso, os prejuízos podem chegar a US$ 200 bilhões. Em meio a constantes réplicas do terremoto, o Japão trabalha para garantir a segurança dos sobreviventes e, aos poucos, iniciar a reconstrução das áreas devastadas.

EFE EFE - Agencia EFE - Todos os direitos reservados. Está proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agencia EFE S/A.