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Naufrágio nas Filipinas deixa 24 mortos e 274 desaparecidos

16 ago 2013
21h55
atualizado às 22h01

Os grupos de resgate procuravam desesperadamente neste sábado as 274 pessoas desaparecidas no naufrágio de um ferry na sexta-feira, nas Filipinas, depois do choque da embarcação com um navio cargueiro, anunciaram as autoridades locais.

O número de mortos subiu para 24, de acordo com o boletim mais recente divulgado pelo governo filipino.

Segundo o almirante Luis Tuason, vice-comandante da Guarda Costeira, 572 pessoas foram resgatadas com vida até a manhã deste sábado (horário local), além de 24 corpos de vítimas do naufrágio.

Pouco depois do amanhecer, Tuason disse a uma rádio local que existe a possibilidade de que algumas das pessoas consideradas desaparecidas tenham sido resgatadas pelos pescadores que se somaram aos trabalhos de resgate, ou que já estejam a salvo em botes salva-vidas. Ele advertiu, porém, que o número de mortos pode subir consideravelmente.

"Estamos preparando o envio de helicópteros para ver se podemos encontrar os que conseguiram se salvar nos botes", afirmou.

As equipes de socorro procuraram por sobreviventes durante toda a noite, com holofotes, disse à AFP Joy Villages, um oficial da Guarda-Costeira.

O ferry "Thomas Aquinas", com 870 pessoas a bordo, entre tripulantes e passageiros, naufragou a dois ou três quilômetros do porto da cidade de Cebu, a segunda maior do país, depois de colidir com o cargueiro na noite de sexta-feira. As autoridades navais não informaram a causa do acidente.

Rachel Capuno, uma oficial de segurança contratada pela empresa do ferry, disse a uma rádio local que a embarcação seguia em direção ao porto quando colidiu de frente com o cargueiro.

"O impacto foi muito forte," revelou, acrescentando que o ferry levou 30 minutos para afundar após a colisão.

O comandante da guarda costeira de Cebu, Weniel Azcuna, disse a jornalistas que o navio cargueiro, Sulpicio Express 7, não afundou. Ele levava 36 membros da tripulação a bordo.

Os ferries são um dos principais meios de transporte das Filipinas, país que tem mais de 7.100 ilhas, principalmente para as famílias que não podem viajar de avião.

As deficientes normas de segurança, seu descumprimento e a superlotação são as causas mais frequentes dos acidentes. O pior desastre da história do transporte marítimo em tempos de paz remonta a 1987, na época do Natal, quando um ferry se chocou com um pequeno petroleiro perto da capital, Manila. Mais de 4.300 pessoas morreram.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 

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