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Nº de mortes após desabamento em Bangladesh sobe para 715

7 mai 2013
04h16
atualizado às 09h32
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O desabamento ocorrido em 24 de abril em um complexo têxtil nos arredores de Daca deixou 715 mortos, enquanto trabalhadores das fábricas destruídas protestaram nesta terça-feira pelo ocorrido, informou a imprensa local.

Segundo o exército de Bangladesh, nas últimas horas as equipes de resgate recuperaram 36 novos cadáveres. No total, 2.437 pessoas foram resgatadas com vida. Este último número permaneceu inalterado desde a semana passada.

Ativistas, familiares e centenas de trabalhadores das cinco oficinas têxteis localizadas no complexo protestaram hoje para reivindicar o pagamento de salários atrasados e outras compensações. De acordo com o portal Bdnews 24, os empregados bloquearam durante duas horas uma rodovia que une Daca com a cidade de Savar, onde está situado o edifício de nove andares que desabou.

O presidente da Associação de Manufatureiros e Exportadores de Artigos de Ponta de Bangladesh (BGMEA), Atiqul Islã, afirmou à imprensa local que o assunto dos salários será resolvido nesta tarde. Segundo a organização, 3.122 pessoas trabalhavam nas cinco fábricas têxteis localizadas no interior do edifício, mas esse balanço foi atualizado pela última vez no final de 2012.

Familiares se desesperam ao saber que o corpo de um homem que buscavam está entre as vítimas do desabamento
Familiares se desesperam ao saber que o corpo de um homem que buscavam está entre as vítimas do desabamento
Foto: AFP

A fonte lembrou, no entanto, que seu organismo só recebeu por enquanto a lista de trabalhadores de duas das cinco oficinas implicadas na tragédia, a maior da indústria têxtil na história de Bangladesh, o que complica o pagamento de salários.

Um número indeterminado de trabalhadores continua desaparecido, provavelmente muitos deles sepultados sob a enorme massa de escombros. O Exército e outros órgãos públicos ainda trabalham para retirar os restos do prédio.

No dia de hoje os responsáveis da investigação do acidente interrogarão os detidos, entre eles o dono do edifício -vinculado ao partido governante em Bangladesh-, e vários proprietários de oficinas têxteis, além de engenheiros municipais.

Bangladesh é o país com salários mais baratos na indústria da roupa e por isso empresas de todo o mundo, incluindo da China, estão transferindo parte de sua produção ao país asiático, de acordo com a Campanha Roupa Limpa.

As companhias internacionais Primark, El Corte Inglês, Bon Marché, Joe Fresh e Benetton confirmaram produzir em alguma das empresas locais implicadas no acidente, e outras como a Mango tinham feito pedidos de prova nas oficinas.

EFE   
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