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Kim Jong-un é o "grande sucessor" de Kim Jong-il, diz agência

19 dez 2011
04h51
atualizado às 11h49

Kim Jong-un, filho mais novo de Kim Jong-il, é o "grande sucessor do sistema revolucionário" da Coreia do Norte após a morte de seu pai, segundo informou a agência estatal de notícias do país comunista, KCNA. "Temos que transformar esta tristeza em valor sob a direção de Kim Jong-un e temos que lutar para que a grande revolução tenha êxito neste momento difícil", escreve o escritório da agência, divulgado por meios de comunicação japoneses. "O comando de Kim Jong-un é seguro e definitivo para cumprir a revolução e a brilhante sucessão".

Kim Jong-un aparece ao lado do pai em desfile militar em outubro de 2010
Kim Jong-un aparece ao lado do pai em desfile militar em outubro de 2010
Foto: AP

Filho mais novo de Kim Jong-il e neto do "eterno presidente" e fundador da Coreia do Norte, Kim Il-sung, Kim Jong-un é chamado a encarnar a terceira geração a liderar um país que continua fiel a um sistema totalitário comunista desde o fim da Segunda Guerra Mundial. O jovem, que teria em torno de 29 anos, começou a ganhar protagonismo na política nacional depois que seu pai sofreu uma apoplexia em 2008, o que que acelerou o processo de escolha de um sucessor que pudesse dar continuidade ao sistema dinástico.

Fruto do casamento de Kim Jong-il com sua terceira mulher, Ko-Young-hee, uma ex-dançarina que morreu de câncer em 2004, o jovem Kim Jong-un viveu sua adolescência em colégios de Berna, na Suíça, oculto atrás de um pseudônimo. Acredita-se que tenha retornado em 2000 para a Coreia do Norte, onde se graduou, em 2007, na Universidade Militar Kim Il-sung. Sua designação em setembro de 2010 como vice-presidente da Comissão Militar Central do Partido dos Trabalhadores e as aparições públicas ao lado de seu pai em atos oficiais nos últimos meses consolidaram-no na frente da linha de sucessão com relação ao primogênito do líder, Kim Jong-nam.

O primogênito, de cerca de 40 anos, caiu em desgraça após ser descoberto ao tentar entrar ao Japão com passaporte falso para visitar o parque de atrações de Disneylândia em Tóquio. E o segundo na linha sucessória, Kim Jong-chul (que, acredita-se, teria idade similar à de Kim Jong-un), foi considerado por seu pai, segundo alguns testemunhos, afeminado demais para liderar o país. Os meios de imprensa sul-coreanos descreveram Kim Jong-un como um jovem muito parecido com seu pai tanto fisicamente (com seus 1,68 m e 87 kg) como em sua personalidade, o que lhe teria transformado na pessoa ideal para sucedê-lo nos olhos do ditador.

Desde 2009 a imprensa sul-coreana apontava para a possibilidade de que tivesse sido designado sucessor por seu pai, algo que teria sido notificado às missões diplomáticas do país comunista para ir recebendo o apoio para sua futura nomeação. Segundo as fontes, Kim Jong-un estaria casado desde 2010 com uma jovem estudante norte-coreana de 20 anos e teria tido uma filha com ela nesse mesmo ano. No entanto, apenas detalhes de sua vida são conhecidos, a maioria de sua etapa na Suíça. Acredita-se que fale inglês, alemão e francês, e que seja amante do basquete e dos filmes de ação.

O sucessor de Kim Jong-il enfrentará o desafio de tramitar uma economia empobrecida e o isolamento cada vez maior de um país que baseou seu governo no culto extremo à personalidade. Deverá também esclarecer a direção da política internacional norte-coreana, depois que nos últimos meses houve tentativas de aproximação com os Estados Unidos encaminhados a um possível reatamento do diálogo de seis lados para a desnuclearização do país comunista. Estas conversas, nas quais participavam as duas Coreias, EUA, China, Rússia e Japão, estão estagnadas desde abril de 2009, quando Pyongyang se retirou de forma unilateral um mês antes de realizar um teste nuclear.

EFE   
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