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Japão adverte China sobre operações marítimas em Senkaku

27 out 2013 06h32
| atualizado às 06h34
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<p>Primeiro-ministro Shinzo Abe participou de cerim&ocirc;nia militar neste domingo</p>
Primeiro-ministro Shinzo Abe participou de cerimônia militar neste domingo
Foto: AP

O primeiro-ministro japonês, Shizo Abe, fez neste domingo uma nova advertência à China pelo aumento de suas atividades marítimas perto das ilhas Shenkaku, controladas pelo Japão e reivindicadas por Pequim.

"Demonstraremos nossa clara intenção de não permitir uma mudança do status quo. Devemos realizar atividades de vigilância e inteligência para esse fim", disse Abe durante uma cerimônia militar nos arredores de Tóquio.

O Japão registrou um aumento da atividade marítima da China ao redor das Senkaku, um pequeno arquipélago situado no Mar da China Oriental, que Pequim reivindica sob o nome de Diaoyu.

Durante seu discurso, o primeiro-ministro reiterou, além disso, sua intenção de dar ao Japão um maior peso na segurança internacional, para o que não descarta "estudar" uma mudança da constituição pacifista japonesa.

No dia 11 de setembro se completou um ano da compra por parte do Japão de três dos ilhotas do arquipélago que Tóquio denomina Senkaku, o que motivou manifestações antinipônicas na China e o boicote a produtos de empresas japonesas.

Desde então, o conflito fez com que as relações entre a primeira e a segunda maior economia da Ásia deteriorassem, o que afetou também os interesses econômicos do Japão na China, seu maior parceiro comercial.

O pequeno grupo de ilhas de apenas sete quilômetros quadrados, também reivindicadas por Taiwan (que as chama de Diaoyutai), parece abrigar importantes recursos marítimos e energéticos e foi historicamente objeto de disputas diplomáticas.

EFE   
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