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Incêndios na Indonésia causam poluição recorde em Cingapura e Malásia

20 jun 2013
04h05
atualizado às 06h15
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O governo de Cingapura pediu nesta quinta-feira que as pessoas permaneçam em ambientes fechados por conta dos níveis sem precedentes de poluição registrados na cidade-Estado, provocados pela névoa causada por incêndios florestais na vizinha Indonésia. Na Malásia, cerca de 200 escolas foram fechadas, e algumas áreas foi proibido queimadas em áreas abertas, segundo informações da agência AP .

Moradores cobrem a boca ou usam máscaras por conta da poluição em Cingapura
Moradores cobrem a boca ou usam máscaras por conta da poluição em Cingapura
Foto: Reuters

O Índice de Padrão de Poluentes, principal mecanismo para medir a poluição do ar em Cingapura, teve uma leitura recorde de 371 nesta quinta – o nível mais alto já registrado até então era de 226, registrado em 1997, o que aumentou o número de pacientes nos hospitais por problemas respiratórios, informou a imprensa local. A partir de 200 pontos, o ar é considerado "muito insalubre" segundo os parâmetros de medição da poluição do ar.

Nevoeiros alimentados pelas queimadas na Indonésia já atingiram Cingapura e Malásia várias vezes, geralmente no meio do ano, mas a gravidade dos índices registrados nessa semana deixou tensa a relação entre os países. Autoridades de Cingapura dizem que os indonésios poderiam fazer mais para conter os incêndios na ilha de Sumatra, provocados por agricultores e fazendeiros para limpar o terreno.

“Nenhum país ou corporação tem o direito de poluir o ar em detrimento da saúde e bem-estar” dos cidadãos de Cingapura, reclamou no Facebook a ministro do Meio Ambiente Vivian Balakrishnan. O primeiro-ministro Lee Hsien Loong aconselhou os moradores a permanecer em ambientes fechados.

"Os trabalhadores devem usar máscaras protetores se precisarem trabalhar ao ar livre e, caso passem mal, têm o direito de deixar de trabalhar e descansar em um lugar fechado", afirmou o Congresso Nacional de Sindicatos cingapuriano em comunicado.

Na Malásia, a qualidade do ar não foi muito afetada em Kuala Lumpur, a maior cidade do país, mas regiões mais ao sul, na fronteira com a Indonésia, também registraram recordes de poluição. Queimadas a céu aberta podem render até cinco anos de prisão aos responsáveis na região, onde cerca de 200 escolas devem permanecer fechadas pelo menos até amanhã.

Autoridades da Indonésia defenderam as medidas tomadas até o momento para conter o nevoeiro, dizendo que o governo está educando os agricultores sobre alternativas para o tradicional esquema de corte e queima da plantação. Indonésios acrescentaram ainda que alguns incêndios talvez sejam de responsabilidade de empresas de Cingapura e Malásia com plantações no país.

Com informações da agência EFE

Terra

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