Ásia

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07 de abril de 2013 • 02h22 • atualizado às 02h56

Hong Kong entra em alerta por causa de propagação de vírus na China

Os hospitais da cidade também iniciaram protocolos de atuação em caso de um surto na cidade, dispondo de 1.400 câmaras de isolamento
Foto: Aly Song / Reuters

As autoridades de Hong Kong aumentaram a vigilância nos postos de fronteira e nos hospitais para evitar a expansão da gripe aviária que já provocou a morte de seis vítimas na China, dez anos depois de a Síndrome Respiratória Aguda Severa (Sars), matar 299 pessoas na antiga colônia britânica.

O inesperado surto da gripe aviária H7N9 na China pôs Hong Kong em xeque devido às lembranças do pesadelo que a cidade sofreu quando a Sars se propagou em menos de duas semanas a 1.800 moradores, dos quais 17% faleceram.

O Secretário de Saúde do governo de Hong Kong, Ko Wing-man, explicou que o governo está fazendo um esforço para evitar que o vírus se propague a Hong Kong, intensificando as medidas de vigilância em todos os postos fronteiriços e aumentando o número de exames aleatórios nas aves locais e importadas.

Os hospitais da cidade também iniciaram protocolos de atuação em caso de um surto na cidade, dispondo de 1.400 câmaras de isolamento.

"É preciso estar preparado para o H7N9, não importa se é nas aves de granja ou nos seres humanos, o vírus pode aparecer em Hong Kong. A possibilidade não pode ser excluída", explicou na sexta-feira Ko Wing-man à imprensa local.

A secretária chefe do governo de Hong Kong, Carrie Lam, manifestou uma profunda preocupação pelo surto de gripe aviária na parte oriental da China, e pediu aos cidadãos locais que prestem especial atenção à higiene pessoal.

Por enquanto, Hong Kong ainda não registrou um caso humano confirmado deste novo vírus, depois que na sexta-feira deu resultado negativo a análise realizada em uma menina de sete anos internada em um hospital da cidade com sintomas que fizeram suspeitar que pudesse se tratar do H7N9.

Ao longo desta semana, responsáveis do governo e de hospitais simularam diferentes protocolos de atuação, como quarentena e o tratamento de pacientes.

A atividade financeira, motor econômico da cidade, também se viu alterada pelo alerta desta nova doença infecciosa, depois que na sexta-feira a Bolsa de Hong Kong fechou com as piores baixas em oito meses.

Por enquanto, todos os casos divulgados desta doença contagiosa no território vizinho se concentram no leste da China: oito em Xangai, seis na província de Jiangsu, três na de Zhejiang e um em Anhui.

Até agora, especialistas descartam que o vírus seja transmitido entre humanos, informando que acontece apenas pelo contato com aves ou seus fluidos corporais, por isso a Organização Mundial da Saúde (OMS) descarta a possibilidade de uma pandemia.

EFE