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Habitantes de Fukushima têm mais risco de ter câncer, diz OMS

28 fev 2013 09h25
| atualizado às 09h58
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Os moradores da cidade de Fukushima, onde ocorreu o acidente nuclear durante o tsunami de 2011, correm mais risco de contrair câncer que o restante da população mundial. É o que revela um relatório do grupo internacional de especialistas convocados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para analisar a saúde das pessoas que ficaram muito, pouco ou nada expostas à radiação emitida pela usina nuclear Fukushima Daiichi, na cidade japonesa de Fukushima, sacudida pelo tsunami.

Os especialistas analisaram os efeitos na saúde das pessoas que habitavam Fukushima (a mais de 20 quilômetros da usina), do resto dos japoneses, dos moradores de países vizinhos e dos cidadãos do restante do mundo.

O estudo estabelece que "o risco estimado para cânceres específicos em alguns grupos da população da cidade de Fukushima aumentou" e, portanto, os especialistas fazem um apelo para que seja feito um acompanhamento específico e contínuo dessas pessoas.

Segundo o estudo, os casos de câncer que afetam órgãos específicos poderiam aumentar 4% nas mulheres expostas à radiação quando crianças; assim como o câncer de mama poderia aumentar 6% nas que sofreram essa exposição quando menores.

Os casos de leucemia poderiam aumentar 7% nos homens expostos à energia nuclear quando meninos e os de câncer de tireóide até 70% nas mulheres expostas quando meninas. No entanto, a OMS especifica que esse tipo de câncer é muito raro e normalmente apenas 0,75% das mulheres o desenvolvem.

A respeito dos trabalhadores que ficavam na usina, o relatório diz que dois terços deles correm risco de desenvolver câncer, enquanto um terço tem um "risco maior" de ter a doença. Para o resto da população japonesa e mundial, o relatório conclui que não há nenhuma incidência específica, e que não é esperado um aumento dos casos de câncer.

Em um relatório prévio da OMS sobre os níveis de radiação a que os japoneses foram expostos, incluindo os habitantes de Fukushima, concluiu-se que foram abaixo do limite considerado nocivo para a saúde.

A conclusão do trabalho foi que nenhum desses grupos recebeu níveis de radiação superiores aos limites perigosos para a saúde, estabelecidos pela Comissão Internacional da Proteção à Radiação (ICRP).

EFE   
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