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Fukushima: Japão vai financiar ações para conter vazamentos radioativos

7 ago 2013
03h46
atualizado às 03h52
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O governo japonês planeja fornecer fundos para que a operadora da usina nuclear de Fukushima possa conter os constantes vazamentos de água radioativa ao mar e em seus arredores, informou nesta quarta-feira a agência Kyodo.

O Ministério da Economia, Comércio e Indústria realizará uma solicitação para obter fundos do orçamento do próximo ano fiscal com objetivo de ajudar a financiar um processo que consiste em congelar a terra ao redor do local para bloquear a fuga de água, explicou à Kyodo um representante do governo japonês.

Embora a Tepco tenha recebido 23,2 bilhões de euros de dinheiro público para cobrir os custos do acidente na central e na indenização dos afetados, essa seria a primeira vez que a empresa receberia fundos estatais para trabalhos relacionados à contenção de vazamentos de materiais radioativos.

Além disso, em entrevista coletiva, o ministro porta-voz Yoshihide Suga explicou que o primeiro-ministro Shinzo Abe ordenará hoje o envolvimento direto do Ministério de Comércio e Indústria na atual situação em Fukushima.

No último dia 23 de julho, a Tepco reconheceu, pela primeira vez desde que se decretasse a crise nuclear por causa do terremoto e do tsunami de março de 2011, o vazamento desta água subterrânea ao mar.

Atualmente, a principal preocupação no trabalho de desativação da central é a acumulação de água contaminada (400 toneladas ao dia) no subsolo dos edifícios que abrigam os reatores, fato que provoca um aumento diário do vazamento de água subterrânea.

Diante deste cenário adverso, a Tepco construiu umas barreiras subterrâneas nos porões e, no início desta semana, começou a bombear e armazenar água em tanques contêineres. No local, já existem cerca de mil contêineres para armazenar este líquido, parte da qual era utilizada, uma vez retirada o sal e as partículas radioativas, para esfriar os reatores.

No entanto, estes contêineres já se encontram no limite da capacidade e, por isso, a ideia de criar muros protetores mediante a um processo de congelamento do solo circundante aparece como uma medida mais efetiva neste momento, mesmo com seu alto custo.

EFE   
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