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Ex-ministro chinês é condenado à morte por corrupção

8 jul 2013
00h13
atualizado em 9/7/2013 às 14h56
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O ex-ministro chinês das Ferrovias Liu Zhijun foi condenado nesta segunda-feira à morte com suspensão condicional da pena, que em geral é comutada para prisão perpétua, no primeiro grande processo anticorrupção da presidência de Xi Jinping.

Liu foi considerado culpado de suborno e de abuso de poder
Liu foi considerado culpado de suborno e de abuso de poder
Foto: EFE

Liu Zhijun, cuja administração abalou profundamente a imagem da direção das ferrovias chinesas, até então elogiadas pelo rápido desenvolvimento, foi condenado por um tribunal de Pequim por corrupção e abuso de poder.

"Liu Zhijun foi condenado à morte com período de suspensão da pena de dois anos por corrupção, além de 10 anos de prisão por abuso de poder", declarou à AFP uma fonte judicial. O tribunal também determinou o confisco de todos os bens do condenado. A televisão estatal exibiu imagens do ex-ministro, impassível durante o anúncio da pena.

O grande escândalo que envolveu Zhijun atingiu o valor de 800 milhões de yuanes (US$ 129,5 milhões). Liu Zhijun foi acusado de ter recebido 64,6 milhões de yuanes de subornos de 1986 a 2011 em troca de promoções ou concessões de contratos. A lei chinesa prevê pena capital para infrações a partir de 100 mil yuanes.

Liu Zhijun foi nomeado em 2003 para o ministério das Ferrovias. Perdeu o cargo em 2011 e, em novembro de 2012, as funções no Partido Comunista Chinês (PCC). A justiça chinesa considerou que ele provocou "um prejuízo considerável ao bem público, ao interesse do Estado e ao povo".

Desde que assumiu a presidência do país em março, Xi Jinping se comprometeu a combater a corrupção em todos os níveis do governo, um flagelo que, segundo ele, ameaça o futuro do partido único. O presidente prometeu que a repressão afetaria "as moscas e os tigres", ou seja, os quadros pequenos e os dirigentes.

A luta contra os subornos é citada todos os anos como uma prioridade do governo chinês, em particular a cada vez que uma nova geração assume o poder, sem que na prática o país organize uma "operação mãos limpas".

A China deve organizar em uma data não divulgada o processo do ex-dirigente Bo Xilai, centro do maior escândalo na cúpula do poder chinês em muitos anos. Para alguns internautas, no entanto, a condenação de Liu foi muito clemente.

A China gastou centenas de milhões de dólares desde 2007 para construir a maior rede ferroviária do mundo, o que inclui a mais extensa linha de trem de alta velocidade do planeta, o eixo Pequim-Cantão, inaugurada no fim de 2012. Mas a reputação foi afetada pela colisão de dois trens de alta velocidade em um acidente que matou 40 pessoas em 23 de julho de 2011 perto de Wenzhou (leste).

Após o acidente e o escândalo Liu, o ministério das Ferrovias foi desmantelado em março e integrado ao ministério dos Transportes.

AFP   

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