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EUA reforçarão sistema antimísseis após ameaças da Coreia do Norte

15 mar 2013
17h19
atualizado às 17h19

Os Estados Unidos reforçarão seu sistema antimísseis com a mobilização de 14 novos interceptadores, que se somarão aos 30 mísseis já instalados em seu território, anunciou nesta sexta-feira o secretário de Defesa, Chuck Hagel.

A medida tem por objetivo "se antecipar" às ameaças representadas pelo Irã e, principalmente, pela Coreia do Norte, que em fevereiro efetuou um teste nuclear que aumentou a tensão na península coreana, acrescentou.

Os novos 14 mísseis, chamados GBI (Interceptadores Baseados na Terra, por suas siglas em inglês), serão mobilizados até 2017, indicou Hagel.

Os 30 interceptadores já habilitados estão nas bases de Fort Greely (Alasca, noroeste) e de Vandenberg (Califórnia, sudoeste).

Os GBI interceptam mísseis balísticos intercontinentais (conhecidos como ICBM), lançando um "veículo exoatmosférico" que, uma vez no ar, persegue o míssil para destruí-lo.

Hagel anunciou que o governo americano também "reestruturará" seus antimísseis SM3, que são posicionados em navios de guerra, e fará um estudo para encontrar um novo local no país para instalar mísseis GBI.

Congressistas republicanos exigiram no ano passado a instalação de uma base deste tipo na costa leste.

Pyongyang não tem atualmente capacidade balística intercontinental, mas "mostrou progressos com o avanço da tecnologia de mísseis de longo alcance", assegurou Hagel.

Após realizar um novo teste nuclear, a Coreia do Norte ameaçou na semana passada os Estados Unidos com um ataque "preventivo", anunciando também que revogará os acordos de não-agressão com Seul feitos em 1953, e que marcaram o fim da guerra de Corea.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 

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