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EUA detectam radioatividade em militares e reposicionam navios

14 mar 2011
13h20
atualizado às 14h58

O Pentágono informou nesta segunda-feira que 17 militares que participaram dos trabalhos de assistência no Japão após o terremoto que devastou parte do país deram positivo para "baixos níveis" de radioatividade, e reposicionou temporariamente seus navios com base na cidade de Yokosuka.

Um oficial da Marinha americana informou à Agência Efe que os militares se encontram em bom estado de saúde e, por se tratar de um nível mínimo de contaminação, a radiação pode ser eliminada com água e sabão.

A Marinha dos EUA também informou em nota oficial que decidiu movimentar seus navios e porta-aviões para longe da região da usina nuclear de Fukushima após detectar contaminação de "baixo nível" perto de onde eles operavam.

O porta-aviões USS Ronald Reagan se encontrava a 160 quilômetros a nordeste da usina no momento do tsunami que se seguiu ao terremoto de magnitude 8,9 que sacudiu o Japão.

Os militares afetados integravam as tripulações dos três helicópteros que realizavam tarefas de socorro próximo à região de Sendai.

A Marinha explicou que a dose máxima de radiação à qual a tripulação a bordo do porta-aviões foi exposta foi "menor do que a recebida em um mês de exposição à radiação de fontes naturais como as rochas, a terra e o sol".

"Seguimos comprometidos com nossa missão de proporcionar assistência ao povo do Japão", ressaltou a Marinha em seu comunicado.

Terremoto e tsunami devastam Japão
Na sexta-feira, 11, o Japão foi devastado por um terremoto que, segundo o USGS, atingiu os 8,9 graus da escala Richter, gerando um tsunami que arrasou a costa nordeste nipônica. Fora os danos imediatos, o perigo atômico permanece o maior desafio. Diversos reatores foram afetados, e a situação é crítica em Fukushima, onde existe o temor de um desastre nuclear.

Juntos, o terremoto e o tsunami já deixaram mais de 1.800 mortos, e os prejuízos já passam dos US$ 170 bilhões. Em meio a constantes réplicas do terremoto, o Japão trabalha para garantir a segurança dos sobreviventes e, aos poucos, iniciar a reconstrução das áreas devastadas.

EFE   
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