Ásia

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13 de março de 2011 • 15h58 • atualizado às 17h39

Especialistas: riscos à saúde por radiação no Japão são baixos

info infográfico temor usina nuclear
Foto: Divulgação
 

Os riscos de saúde provenientes da contaminação pelos reatores nucleares atingidos pelo terremoto no Japão parecem baixos e os ventos devem levar toda a radiação para o Pacífico, sem ameaçar outros países, dizem especialistas.

Tóquio luta para evitar um colapso de três reatores atingidos na usina de Fukushima, no pior acidente nuclear desde o desastre de Chernobyl de 1986, desencadeado pelo tsunami de sexta-feira. Os níveis de radiação também estão em alta na usina nuclear de Onagawa.

"Não é um problema grave de saúde pública no momento," disse Malcolm Crick, secretário do Comitê Científico de Efeitos de Radiação Atômica da ONU. "Não será como Chernobyl. Naquela ocasião, o reator estava operando na potência máxima quando explodiu e não houve contenção," disse ele.

Como precaução, cerca de 140 mil pessoas foram evacuadas da área nos arredores de Fukushima. Crick disse um colapso parcial da usina de Three Mile Island, nos Estados Unidos, em 1979 - considerado um acidente mais grave do que o do Japão, em escala internacional - liberou pouca radiação.

"Muita gente achou que tinha ficado exposta depois de Three Mile Island," disse ele. "Os níveis de radiação eram detectáveis, mas, em termos de saúde humana, não foi nada." A radiação pode causar câncer. A Organização Mundial de Saúde (OMS) também disse que o risco à saúde pública das usinas atômicas do Japão continuam "muito baixos." O terremoto e tsunami devastadores podem ter matado dez mil pessoas.

O Órgão Meteorológico do Japão anunciou que os ventos na área mudariam de sul a oeste na noite de domingo, soprando de Fukushima em direção ao Oceano Pacífico. "A direção do vento é ideal para as pessoas no Japão. Estará soprando na direção do Pacífico," disse Lennart Carlsson, diretor Segurança de Usinas Nucleares da Suécia. "Eu não acho que não vai haver nenhum problema para outros países."

O acidente de Chernobyl foi descoberto quando a radiação foi detectada na usina nuclear Forsmark, na Suécia, mais de um dia após da explosão. Moscou ainda não havia reconhecido publicamente o acidente. O maior terremoto já registrado do Japão atingiu o país na sexta-feira e paralisou o sistema de refrigeração reserva de Fukushima, ao norte de Tóquio, causando um acúmulo de calor e pressão. Uma explosão ocorreu na usina no sábado.

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