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Erupção de vulcão na Indonésia deixa três mortos e desloca 200 mil pessoas

O estado de alerta por causa da erupção do Monte Kelud, considerado um dos mais perigosos de Java, ilha densamente povoada, foi emitido na quinta-feira

14 fev 2014
00h29
atualizado às 12h02
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Pelo menos três pessoas morreram e outras 200 mil receberam ordem para deixar suas casas na ilha indonésia de Java, a maior do arquipélago, depois da forte erupção de um vulcão que expeliu cinzas e pedras incandescentes a longa distância. O portal de notícias Okezona diz que há outro indonésio, de 85 anos, em estado crítico.

O presidente do país, Susilo Bambang Yudhoyono, anunciou nessa sexta-feira, 14 de fevereiro, que visitará a região afetada dentro de dois ou três dias.

O estado de alerta por causa da erupção do Monte Kelud, considerado um dos mais perigosos de Java, ilha densamente povoada, foi emitido na quinta-feira, pouco antes do início da atividade vulcânica.

Imagens transmitidas pela televisão mostravam cinzas e rochas que caíam como uma chuva sobre os povoados próximos. Os moradores fugiam aterrorizados para os centros de evacuação.

Cinzas vulcânicas cobriram várias áreas na ilha de Java
Cinzas vulcânicas cobriram várias áreas na ilha de Java
Foto: AP

Um homem e uma mulher morreram quando suas casas foram destruídas com o impacto das cinzas e das rochas. "As casas eram muito frágeis e afundaram com o peso", disse Sutopo Purwo Nugroho, porta-voz em Java da Agência Nacional de Gestão de Catástrofes.

Nugroho disse ainda que pelo menos 200 mil pessoas de 36 aldeias, em um raio de 10 quilômetros ao redor do Kelud, no distrito de Kediri, ao leste de Java, precisaram ser retiradas da região. "A chuva de cinzas e pedras chega a até 15 quilômetros de distância da cratera", informou Nugroho.

Os aeroportos de Surabaya, Yogyakarta e Solo foram fechados, anunciou o ministério dos Transportes. O centro de vulcanologia e de riscos geológicos do país considera pequena a possibilidade de uma nova erupção tão potente quanto a de quinta-feira.

As localidades afetadas começaram a limpar as cinzas, que em alguns pontos chegaram a cinco centímetros de altura. As autoridades pediram aos moradores que não retornem para suas casas, pois alguns locais ainda são afetados por rios de lava e por uma grande concentração de enxofre no ar.

A maior catástrofe registrada por uma erupção do Kelud data de 1568, quando os rios de lava, as nuvens de cinza e a chuva de rochas causaram a morte de aproximadamente 10 mil pessoas. No início do mês, a erupção de outro vulcão, o Sinabung, oeste de Sumatra, provocou 16 mortes.

A Indonésia está localizada sobre o chamado "Anel de Fogo do Pacífico", uma área com grande atividade sísmica e vulcânica, e abriga mais de 400 vulcões, dos quais pelo menos 129 continuam ativos e 65 estão classificados como perigosos. O Monte Kelud, que já provocou mais de 15 mortes desde 1500, é um dos cerca de 130 vulcões ativos na Indonésia. No início deste mês, o Vulcão Mount Sinabung, no oeste da ilha de Sumatra, desencadeou forte erupção, causando pelo menos 16 mortos.

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Com informações da EFE

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