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Entenda a cronologia da escalada de tensões entre as Coreias

Teste nuclear realizado em 12 de fevereiro pela Coreia do Norte foi sucedido por uma série de ameaças destinadas à Coreia do Sul e aos Estados Unidos

4 abr 2013
11h43
atualizado em 9/4/2013 às 12h48
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Em 12 de fevereiro de 2013, a Coreia do Norte realizou o terceiro teste nuclear de sua história , dando a largada para uma escalada da retórica belicista e ameaças de ataque norte-coreanas contra a Coreia do Sul e os Estados Unidos.

A comunidade internacional reagiu ao teste com uma condenação veemente e promessa de resposta firme em caso de qualquer agressão militar. Contudo, o regime norte-coreano do jovem líder Kim Jong-un iniciou em fevereiro a divulgação de uma série de vídeos um deles ainda antes do teste, com ameaças de ataque aos Estados Unidos.

Coreia do Norte diz que apontou mísseis para os EUA

Em 11 de março, as ameaças ganharam um contorno mais grave quando a Coreia do Norte declarou que considerava "completamente nulo" o armistício que pôs fim à Guerra da Coreia (1950-1953). Através de um jornal local, o governo afirmou que estava se preparando para uma "guerra iminente" com o Sul e os Estados Unidos. "Agora é o momento da batalha final", dizia o jornal.  A alegação norte-coreana para invalidar o cessar-fogo era a realização de exercícios militares conjuntos por parte das tropas americanas e sul-coreanas, que iniciaram no mesmo dia e são considerados uma ofensa grave para o regime norte-coreano.

Em um clima de tensão crescente, e como os exercícios militares na península coreana não foram encerrados, no dia 30 de abril o regime norte-coreano declarou que entrou em "estado de guerra" com a Coreia do Sul e advertiu para um "combate em grande escala", afirmando que seus mísseis estavam prontos para atacar a qualquer momento alvos na Coreia do Sul e nos Estados Unidos.

Vídeo norte-coreano mostra ataque imaginário contra os EUA

Dois dias depois, em 1º de abril, a presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, ordenou ao Exército de seu país "responder com força", sem levar em conta "considerações políticas", no caso de um ataque da Coreia do Norte. Também em decorrência das ameaças norte-coreanas, a Marinha americana deslocou para as proximidades da península coreana um segundo navio destróier, além de um que já tem a missão de patrulhar a região. 

As condenações internacionais e ameaças de fortes represálias militares, que se mantiveram constantes durante o mês de março, não surtiram efeito para frear as ações provocativas norte-coreanas. No dia 2, a Coreia do Norte anunciou que estava reativando todas as suas atividades nucleares, incluindo o complexo de Yongbyon, fechado desde 2007 como parte de um acordo internacional para o desarmamento nuclear do país.

No dia 3, a Coreia do Norte impediu que trabalhadores sul-coreanos entrassem no complexo industrial de Kaesong, mantido pelas duas Coreias e localizado ao norte da fronteira, reiterando a ameaça, já feita anteriormente, de que iria encerrar a única fonte de cooperação entre os dois países. Nos dias seguintes, o regime de Pyongyang promoveu o encerramento de atividades conjuntas no local.

Também no dia 3, o Exército da Coreia do Norte advertiu que tinha recebido autorização para lançar um ataque nuclear contra os Estados Unidos e que uma guerra poderia eclodir na península coreana a qualquer momento. A mensagem de que a guerra poderia ser iminente foi reforçada no dia 5, quando Pyongyang pediu as embaixadas estrangeiras no país para lhe fornecerem planos para retirada de pessoal caso desejassem escapar do conflito na península coreana. 

Até o momento, a guerra ainda não chegou. Não se sabe se de fato chegará, apesar de o cenário já estar montado e as armas de ambos os lados estarem prontas. 

<a data-cke-saved-href="http://noticias.terra.com.br/mundo/infograficos/tensao-na-coreia/iframe.htm" href="http://noticias.terra.com.br/mundo/infograficos/tensao-na-coreia/iframe.htm">veja o infográfico</a>
Fonte: Terra
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