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Emirados enviam médicos para tirar menina baleada do Paquistão

14 out 2012
18h05
atualizado às 18h25

Os Emirados Árabes enviaram uma equipe médica para retirar do Paquistão a menina baleada pelo Talibã, caso seja decidido tratá-la no exterior, disse a agência de notícias daquele país neste domingo.

Malala Yousafzai, uma menina paquistanesa de 14 anos que mantém campanhas pelo direito à educação de garotas foi baleada na cabeça por militantes do Talibã na terça-feira. Malala sobreviveu depois de uma cirurgia para retirada da bala, mas voltou a receber ameaças do Talibã. O ataque motivou uma série de protestos nas ruas de várias cidades do Paquistão e o governo deve estudar como garantir a segurança da menina
Malala Yousafzai, uma menina paquistanesa de 14 anos que mantém campanhas pelo direito à educação de garotas foi baleada na cabeça por militantes do Talibã na terça-feira. Malala sobreviveu depois de uma cirurgia para retirada da bala, mas voltou a receber ameaças do Talibã. O ataque motivou uma série de protestos nas ruas de várias cidades do Paquistão e o governo deve estudar como garantir a segurança da menina
Foto: AFP

Segundo a agência, os médicos vão avaliar as condições da estudante Malala Yousufzai, de 14 anos, e, se for o caso, facilitar a sua transferência para um hospital fora do Paquistão.

Yousufzai, de 14 anos, deixava a escola na sua cidade no noroeste do Paquistão, quando foi baleada na cabeça e no pescoço pelo Taliban por criticar os militantes e promover a educação de meninas.

Um porta-voz da embaixada paquistanesa nos Emirados Árabes afirmou à Reuters que os Emirados haviam enviado uma ambulância aérea para o Paquistão, mas que uma decisão a sobre a transferência da menina ainda não havia sido tomada.

O ataque contra Yousufzai provocou a condenação de líderes mundiais e da população do Paquistão. A menina está sendo tratada num hospital militar.

O xeque Mohammed bin Zayed al-Nahyan, príncipe de Abu Dhabi, afirmou que o ataque tem que ser "denunciado universalmente".

"O ataque não foi só contra uma criança indefesa, foi contra o direito dela e de todas as meninas de ter um futuro que não seja limitado por preconceito e opressão", disse o príncipe, de acordo com a agência de notícias dos Emirados Árabes.

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