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Coreia do Norte teria 50 mil soldados na fronteira com o Sul

5 mai 2010
01h56
atualizado às 03h01

A Coreia do Norte teria deslocado 50 mil soldados em sua fronteira com os vizinhos do Sul, em meio à tensão crescente na península, asseguraram fontes oficiais sul-coreanas citadas pela agência local Yonhap. De acordo com as fontes, o regime comunista de Pyongyang enviou recentemente à fronteira sete divisões de infantaria, cada uma com cerca de sete mil militares. O desdobramento teria começado há pelo menos dois anos.

A informação é divulgada no momento em que aumenta a tensão entre os países vizinhos, que entre 1950 e 1953, travaram uma guerra concluída com um armistício e que até agora nunca foi seguido pela assinatura de um tratado de paz. O último incidente aconteceu no dia 26 de março, com o afundamento de um navio sul-coreano que causou a morte de 46 marinheiros, embora a Coreia do Norte tenha negado responsabilidade pelo ataque.

O navio, de 1,2 mil toneladas, afundou em decorrência de uma explosão cujas causas não foram esclarecidas, e que a Coreia do Sul considera que não foi um acidente, embora não tenha culpado os norte-coreanos por enquanto. Em reunião do Exército sul-coreano, presidida na terça-feira pelo chefe de governo, Lee Myung-bak, o ministro de Defesa, Kim Tae-young, afirmou que o naufrágio foi causado por um "ataque inesperado" que evidenciou uma falha da segurança nacional.

Como resposta às críticas, o presidente sul-coreano decidiu criar um novo organismo competente em segurança nacional e prometeu castigar os culpados. As primeiras investigações apontaram a que a explosão foi externa e pode ter sido causada por um torpedo, o que reforçaria a tese de uma possível responsabilidade norte-coreana.

O líder norte-coreano, Kim Jong-il, se encontra em visita à China, segundo a imprensa sul-coreana, que divulgou imagens dele na localidade de Dalian, embora a viagem não tenha sido confirmada oficialmente por Pyongyang e Pequim. Kim Jong-il visitou China em quatro ocasiões desde o ano 2000, a última em 2006, e sempre viajou de trem, como teria sido nesta ocasião.

EFE   

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