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Bangladesh: busca por corpos de vítimas de desabamento é encerrada

14 mai 2013
02h19
atualizado às 02h31
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Após 20 dias do pior desabamento industrial da história de Bangladesh, o qual causou a morte de pelo menos 1.127 pessoas, o Exército do país asiático encerrou os trabalhos de remoção de escombros e busca de corpos, informou nesta terça-feira a imprensa local.

"Prometemos que continuaríamos os trabalhos de resgate até encontrar o último corpo. Agora não há possibilidades de encontrarmos mais vítimas", afirmou o general Chowdhury Hassan Suhrawardy ao jornal The Daily Star.

Lideradas por militares, as equipes de resgate anunciaram na noite de ontem o encerramento dos trabalhos de resgate de corpos, sendo que a administração local voltou a assumir oficialmente nesta manhã o controle do local do acidente.

Segundo uma lista das equipes de remoção de escombros, o desabamento do edifício que abrigava inúmeras oficinas têxteis também deixou 2.438 pessoas feridas, enquanto 98 pessoas continuam desaparecidas.

Entre os mortos, 234 corpos foram enterrados sem identificação em um cemitério da capital e 59 seguem em um centro médico à espera de reconhecimento por parte de familiares ou por testes de DNA.

A tragédia em questão evidenciou as péssimas condições trabalhistas dos funcionários têxteis de Bangladesh. O governo, que aumentará o salário mínimo dos trabalhadores, também anunciou a criação de sindicatos no setor sem a permissão dos donos das fábricas, como estava tipificado até agora na lei laboral.

Além disso, as empresas Inditex, H&M, PVH, Tchibo C&A, Primark e Tescose já se comprometeram a assinar um acordo global sobre segurança para evitar tragédias como a ocorrida em Bangladesh.

O acordo, de uma duração de cinco anos, promove inspeções de seguranças independentes e a divulgação pública de seus resultados, assim como os reparos e reformas obrigatórias, para aumentar os controles de segurança nas oficinas têxteis.

EFE   
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