
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, expressou nesta segunda-feira ao Parlamento de Mianmar (antiga Birmânia) o apoio total do organismo à reforma democrática e disse que chegou a hora de suspender as sanções a este país.
Ban, que chegou a Mianmar no domingo para uma visita oficial de três dias, discursou hoje no plenário do Legislativo, ao qual instou a ser "o centro da reforma democrática" iniciada pelo governo do presidente Thein Sein, quando em março assumiu as rédeas do país após mais de meio século de ditadura militar.
Em seu discurso, transmitido pela televisão estatal birmanesa, o secretário-geral da ONU pediu também ao Parlamento que vele pelo respeito aos direitos humanos e que represente todas as etnias do país.
Antes, Ban se reuniu com Thein Sein em sua residência oficial, em Naypyidaw, para informar-lhe dos programas humanitários que a ONU desenvolverá para melhorar as infraestruturas dos serviços de atendimento social, incluindo a habitação e a distribuição de ajuda nas regiões assoladas por conflitos étnicos.
Desde que tomou posse em 2011, o Executivo birmanês aprovou uma série de reformas que até o momento permitiram a libertação de várias centenas de presos políticos, a legalização de partidos e sindicatos, uma maior liberdade da imprensa e vários acordos de cessar-fogo com as guerrilhas.
Ban voltará na terça-feira a Yangun onde se reunirá com a líder da opositora Liga Nacional para a Democracia e deputada eleita, Aung San Suu Kyi, encontro que não pôde realizar em sua última visita no país em 2009. Naquela ocasião, o chefe da junta militar, o general Than Shwe, lhe negou a permissão para visitar a vencedora do prêmio Nobel da Paz que estava em prisão domiciliar.
Este é a terceira viagem do secretário-geral da ONU a Mianmar, país que visitou em 2008 e 2009, e a primeira desde a formação do governo que há um ano iniciou o processo de democratização.
