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Apagão deixa 670 milhões de pessoas sem luz na Índia

31 jul 2012
07h59
atualizado às 12h26

Metade da população de 1,2 bilhão de pessoas da Índia ficou sem energia na terça-feira, à medida que a rede elétrica que cobre cerca de 12 Estados caiu, no segundo maior blecaute em dois dias e um constrangimento para o governo em um momento que luta para reanimar o crescimento econômico.

Passageiro olha pela janela de trem enquanto ele espera pelo retorno da energia e a partida da composição
Passageiro olha pela janela de trem enquanto ele espera pelo retorno da energia e a partida da composição
Foto: Reuters

Estendendo-se de Assam, próximo da China, aos Himalaias e ao deserto do Rajastão, a queda de energia foi a pior a atingir a Índia em mais de uma década.

Trens ficaram parados em Calcutá e Délhi e milhares de pessoas saíam dos abafados metrôs da capital quando o moderno sistema subterrâneo parou de funcionar na hora do almoço. Prédios comerciais mudaram seus geradores para combustível diesel e o tráfego nas rodovias ficou congestionado.

"Teremos que esperar por uma hora ou uma hora e meia, mas até lá estamos tentando restaurar o metrô, a ferrovia e outros serviços essenciais", afirmou o ministro de Energia, Sushilkumar Shinde, a repórteres.

Mais de 12 Estados com uma população total de 670 milhões de pessoas ficaram sem energia, com a iluminação cortada mesmo nos principais hospitais em Calcutá.

Shinde culpou alguns Estados pelo colapso no sistema que estavam usando mais do que a sua parte de eletricidade da já sobrecarregada rede elétrica. A terceira maior economia da Ásia sofre com uma insuficiência energética de 10% nos horários de pico, pesando sobre o crescimento econômico. As redes de energia do sul e oeste do país forneciam energia para ajudar a restaurar os serviços, informou as autoridades.

O problema foi agravado por uma fraca temporada de monções nos Estados agricultores, como o cinturão de trigo de Punjab e Uttar Pradesh, nas planícies do Ganges, que tem uma população maior que o Brasil. Com menos chuvas para irrigar as plantações, mais fazendeiros recorrem a bombas elétricas para retirar água de poços.

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