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Agência atômica japonesa suspeita de vazamento de Fukushima no oceano

10 jul 2013
10h19
atualizado às 10h47
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A agência nuclear do Japão afirmou nesta quarta-feira que os reatores acidentados da usina de Fukushima provavelmente estão lançando substâncias altamente radioativas no Oceano Pacífico.

Reatores 3 e 4 da usina nuclear de Fukushima
Reatores 3 e 4 da usina nuclear de Fukushima
Foto: AP

Membros da Autoridade de Regulação Nuclear (NRA) expressaram sua frustração à Tokyo Electric Power (TEPCO), que não conseguiu identificar a fonte e a causa das leituras positivas de materiais radioativos nas águas subterrâneas.

"Há uma forte suspeita de que uma água residual altamente contaminada foi vazada para o chão e chegou ao mar", disse a autoridade em sua revisão por escrito das declarações recentes da Tepco.

A empresa que abastecia Tóquio e suas regiões vizinhas afirmou que amostras de água colhidas na usina de Fukushima Daiichi na terça-feira apresentaram níveis de césio-134 mais de 110 vezes maiores em comparação com os da última sexta-feira.

A Tepco não conseguiu identificar as razões exatas para o aumento destas leituras, mas ressaltou que as águas subterrâneas tóxicas provavelmente ficaram restritas ao local, detidas em grande parte por fundações de concreto e chapas de aço.

A empresa admitiu nas últimas semanas que amostras da água e do solo colhidas na usina de Fukushima estão mostrando leituras elevadas para outras substâncias potencialmente perigosas, incluindo o césio-137, o trítio e o estrôncio-90.

"Vejo que (a Tepco) não foi capaz de encontrar a causa desses picos de leituras", afirmou o presidente da NRA, Shunichi Tanaka, em uma reunião de seus comissários.

"A Tepco afirma que não houve impacto significativo no meio ambiente. Mas temos de ver com certeza quais são as chances de isto provocar contaminação oceânica", disse Toyoshi Fuketa, um comissário da NRA.

Funcionários da NRA convocaram a Tepco a fornecer dados mais detalhados e confiáveis e fazer esforços para explicar melhor ao público o que sabe.

As substâncias foram liberadas após o colapso dos reatores da usina, provocado pelo terremoto e tsunami de março de 2011.

Dezenas de milhares de pessoas que moravam em regiões próximas à usina foram forçadas a deixar as suas casas por causa da ameaça de radiação.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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