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Atentados no Paquistão deixam pelo menos 53 mortos neste domingo

30 jun 2013
10h43
atualizado às 18h24
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<p>Peshawar: não se sabe se os explosivos foram detonados à distância ou por um suicida</p>
Peshawar: não se sabe se os explosivos foram detonados à distância ou por um suicida
Foto: Reuters

Ataques a bomba mataram 53 pessoas no Paquistão neste domingo, segundo oficiais, enquanto o premier britânico, David Cameron, pedia uma ação mais firme contra o terrorismo, durante uma visita à capital.

Nos dois ataques mais sangrentos, um homem-bomba matou 28 pessoas em um posto de controle localizado perto de uma mesquita xiita, na cidade de Quetta (sudoeste), e um carro-bomba matou outras 17 pessoas no noroeste.

Somados, os números marcam o dia mais sangrento em mais de quatro meses no país, que luta contra o extremismo e está na linha de frente da guerra contra a rede Al-Qaeda liderada pelos Estados Unidos.

Em Quetta, autoridades informaram que um homem-bomba tentou entrar na mesquita da comunidade xiita de Hazara Town, mas foi interceptado em um posto de controle. "Vinte e oito pessoas foram mortas e mais de 51 ficaram feridas", informou o oficial de polícia Mir Zubair.

O secretário responsável pelos assuntos internos da província do Baluchistão, Akbar Hussain Durrani, disse que o homem-bomba agiu em um posto de controle montado por voluntários da região, nos arredores da mesquita.

Quetta é uma das cidades mais voláteis do Paquistão, vítima da violência do talibã, da rebelião separatista do Baluchistão e de um número crescente de ataques à minoria xiita. Hazara Town, em particular, tem sido alvo de ataques a xiitas e à minoria étnica Hazara.

<p>Feridos foram transferidos para um hospital próximo de Peshawar</p>
Feridos foram transferidos para um hospital próximo de Peshawar
Foto: Reuters

Mais cedo, enquanto Cameron conversava com o novo premier, Nawaz Sharif, em Islamabad, um carro-bomba atingiu um comboio das forças de segurança nos arredores de Peshawar, não distante do cinturão tribal semiautônomo onde grupos ligados ao talibã e à Al-Qaeda possuem bases.

Jamil Shah, porta-voz do hospital público local Lady Reading, informou que 17 pessoas morreram e 46 ficaram feridas. Lojas e carros ficaram destruídos no ataque. Pedaços de corpos, vidro quebrado, sapatos perdidos e legumes de comerciantes locais se espalharam pelo local.

Ninguém assumiu a autoria do ataque, mas o talibã paquistanês costuma atingir com frequência forças de segurança, como parte de uma rebelião interna de sete anos que já matou milhares de paquistaneses. Planos terroristas contra o Ocidente foram traçados no cinturão tribal semiautônomo do noroeste, onde tropas paquistanesas vêm combatendo há anos militantes locais.

Em um discurso na capital, Islamabad, Cameron afirmou que a batalha contra o terrorismo precisa de uma "resposta firme e inflexível da segurança", bem como investimentos em educação e medidas para combater a pobreza.

Sharif disse que o Paquistão "está decidido a combater a ameaça do extremismo e terrorismo com vigor renovado e uma cooperação próxima com nossos amigos". No distrito tribal do Waziristão do Sul, uma bomba em uma estrada matou quatro pessoas na cidade de Wana, segundo autoridades.

Na região tribal do Waziristão do Norte, outra bomba em uma estrada, que tinha como alvo um comboio das forças de segurança, matou quatro oficiais e feriu outros 12, na cidade de Mir Ali. O governo do Paquistão, que tomou posse este mês, após eleições históricas, enfrenta uma onda de problemas, como a economia agonizante e a militância islâmica.

No último dia 22, 10 turistas estrangeiros e um guia paquistanês foram mortos a tiros em um ataque sem precedentes a uma base remota no Himalaia, cuja autoria foi reivindicada pela facção paquistanesa do talibã.

Em consequência, o Paquistão suspendeu as expedições ao pico de Nanga Parbat, ameaçando a pequena indústria turística ligada ao montanhismo e às belezas naturais.

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