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Após morte, ONU pede que Chile crie lei para crimes contra gays

30 mar 2012 10h50
| atualizado às 11h31
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O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos denunciou nesta sexta-feira a morte de um homossexual de 24 anos, espancado e torturado por quatro neonazistas em Santiago, e pediu que o país adote uma lei que puna os crimes fundados na orientação sexual. Daniel Zamudio foi agredido selvagemente em 3 de março por quatro simpatizantes neonazistas, e morreu por causa dos ferimentos 25 dias mais tarde.

Foto de Daniel Zamudio é colocada em frente ao hospital onde o jovem morreu após a agressão, em Santiago
Foto de Daniel Zamudio é colocada em frente ao hospital onde o jovem morreu após a agressão, em Santiago
Foto: EFE

Fotos de Zamudio divulgadas pela família mostaram que o jovem sofreu inúmeros golpes na cabeça e foi queimado com cigarros. Depois marcaram seu corpo com símbolos e slogans neonazistas.

Este crime acontece depois que um movimento sobre os direitos homossexuais deu seus primeiros passos no Chile. O presidente Sebastián Piñera apresentou em 2011 um projeto de lei sobre a família que inclui o reconhecimento civil de casais gays, mas o projeto não avança no parlamento.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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