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Um ano após terremoto do Haiti, Terra entrevista envolvidos

10 jan 2011
15h23
atualizado às 15h40

Nesta quarta-feira, completa-se um ano de uma das piores tragédias naturais da história recente: o terremoto do Haiti, ocorrido às 16h53 (19h53 pelo horário de Brasília) de 12 de janeiro de 2010. O tremor, que atingiu os 7 graus na escala Richter, teve seu epicentro localizado 25 km a oeste da capital Porto Príncipe, que foi completamente devastada com um saldo de 230 mil mortos e 300 mil feridos.

Na primeira entrevista da série, a Médico Sem Fronteiras diz que é inaceitável que 1 milhão ainda viva em tendas
Na primeira entrevista da série, a Médico Sem Fronteiras diz que é inaceitável que 1 milhão ainda viva em tendas
Foto: Arte / Terra

Após o episódio, a comunidade internacional manifestou maciço apoio ao país, seja através de promessas de ajuda financeira ou do envio e do reforço de trabalho de ONGs. Mas os esforços - sobretudo a coordenação dos mesmos - não foram suficientes, e a população haitiana se prepara para este aniversário sem muito o que comemorar e somando ainda de 1 milhão de pessoas desalojadas, vivendo em barracas de acampamentos.

Para relembrar a data e tentar entender o que aconteceu e, sobretudo, o que não aconteceu no Haiti ao longo desses 12 meses, o Terra ouviu pessoas e instituições ligadas ao desafio da reconstrução do país caribenho. Como se deu esse processo? O que melhorou? O que deu errado? Que podem os haitianos esperar de 2011?

Nesta segunda-feira, publicamos a conversa que tivemos com a coordenadora de comunicação da Médicos Sem Fronteiras no Haiti, que considera os desafios do Haiti os maiores já enfrentados pela organização ao longo de seus 20 anos de atuação no país (clique aqui para ler). Amanhã, você poderá ler os relatos de Irmã Rosângela, da Pastoral da Criança, amiga e colega de Zilda Arns, vítima do terremoto.

Na quarta, quando se completam os 12 meses do episódio, publicaremos uma entrevista com Ricardo Seitenfus, analista e representante da Organização dos Estados Americanos (OEA) no Haiti. Ele traça um quadro completo das ações (e da falta de ação) da comunidade internacional e defende uma revisão no trabalho, em nome do povo haitiano.

Nos dois últimos dias da semana, publicaremos entrevistas com mais dois importantes atores envolvidos neste desafio. Na quinta, você poderá ler as impressões que o Exército brasileiro acumula de um longo trabalho protagonista realizado junto às Nações Unidas no Haiti. Por fim, na sexta, será a vez de conhecer o diagnóstico traçado por Rubem César Fernandes, diretor da ONG VivaRio.

As análises e os relatos dos envolvidos trazem perspectivas para o que foi o 2010 haitiano, que ainda deixa para 2011 os resultados de um surto de cólera e as incertezas de um processo eleitoral inacabado. De modo geral, todos concordam que pouco foi feito no ano passado e que os desafios para o futuro são enormes. Ao que tudo indica, o terremoto já passou, mas ainda deve reverberar por muitos anos no solo haitiano.

Fonte: Redação Terra

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