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Terremoto no Chile: cidade pode se mover 12 m até fim do ano

25 abr 2010
19h13
atualizado às 20h15

Os 650 km do território chileno sacudidos por um terremoto de 8,8 graus na escala Richter no dia 27 de fevereiro seguem se movimentando e em alguns pontos, como a cidade de Concepción, o deslocamento pode chegar a 12 m até o fim do ano.

Os dados são de um estudo realizado pelo Instituto Geográfico Militar e especialistas chilenos e estrangeiros, que indicaram anteriormente que a cidade de Concepción, 515 km ao sul de Santiago, já se deslocou 3 m para o sudoeste durante o terremoto.

Um mês depois, segundo os especialistas, a placa sul-americana, cujos atritos com a placa de Nascar causam a maioria dos tremores no Chile, se deslocou outro metro na zona, na mesma direção.

Tudo isso, segundo o estudo, que é citado na edição dominical do jornal La Tercera, faz parte do chamado "movimento post-sísmico", que até o fim de 2010 pode deslocar Concepción 12 metros para o sudoeste.

A direção do deslocamento também mudou com relação ao movimento normal do continente, que é de entre três e quatro centímetros anuais para o nordeste, ou seja, em direção a África, segundo explicou o coronel Juan Vidal, diretor do Instituto Geográfico Militar.

Por outro lado, o terremoto gerou um movimento oposto, para o sudoeste. "Houve cidades como Concepción que se movimentaram 3 m e até Buenos Aires se movimentou alguns centímetros", disse Vidal.

Ele acrescentou que os deslocamentos "post-sísmicos" são de entre 3 e 4 cm diários na zona de Concepción e Cobquecura, o que significa cerca de 1 m por mês.

Santiago, a capital do Chile, foi deslocada 27 cm rumo ao Pacífico pelo terremoto e espera-se que se mova mais 1 m até o fim do ano.

Para Vidal, isso significa que nas regiões afetadas será preciso modificar os planos reguladores das cidades, as concessões mineiras, a localização geodésica e os mapas mais especializados.

Terremoto partiu prédio ao meio em Concepción
Terremoto partiu prédio ao meio em Concepción
Foto: Reuters
EFE   
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