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Sindicatos encerram greve na Bolívia depois de acordo com o governo

22 mai 2013
09h58
atualizado às 10h30

A Central dos Trabalhadores Bolivianos (COB), maior organização sindical do país, encerrou a greve geral que completaria duas semanas nesta quarta-feira, depois de aceitar uma proposta do governo de melhorar a aposentadoria e revisar a lei de pensões.

Uma reunião da Central determinou que todos os trabalhadores retomassem seus postos de trabalho a partir dessa quarta-feira, informou o líder da organização, Juan Carlos Trujillo.

Trujillo aproveitou para se defender das acusações de que o protesto, iniciado em 6 de maio, fazia parte de uma conspiração contra o governo esquerdista de Evo Morales.

"Os trabalhadores do país têm sido defensores, construtores da democracia e a COB demonstra, com firmeza, que garante o Estado democrático em nosso país", enfatizou o líder sindical.

Os sindicatos reivindicavam uma aposentadoria com valor integral dos salários dos últimos dois anos, mas o governo concedeu apenas 70% e a possibilidade de rever a lei das pensões. Para os mineiros com 30 e 35 anos de contribuição, a renda da aposentadoria será de 70%. Para os demais setores, a renda também será de 70%, mas com 35 anos de contribuição obrigatória, explicou o secretário de Finanças da Central dos Trabalhadores, Oscar Tapia.

A suspensão da greve significa o retorno ao trabalho de cerca de 4.500 trabalhadores da mina estatal Huanuni, maior produtora de estanho do país, localizada nos Andes bolivianos. O governo reduziu recentemente a idade de aposentadoria de 65 para 58 anos para trabalhadores do setor mineiro.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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