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Sede da Unasul levará nome de Néstor Kirchner

9 mar 2011
12h30
atualizado às 12h44

A sede permanente da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) levará o nome de seu primeiro secretário-geral, o falecido ex-presidente argentino Néstor Kirchner, informou nesta quarta-feira o Governo do Equador, que prevê que o edifício esteja pronto em 2012.

Os chanceleres dos países-membros do grupo se reunirão na sexta-feira em Mitad del Mundo, um município ao norte de Quito, para celebrar a criação legal do organismo e presenciar a cerimônia da pedra fundamental.

O presidente do Equador, Rafael Correa, também estará presente, assim como as delegações artísticas e culturais dos países-membros, segundo informou a Chancelaria de Quito em comunicado.

O Equador prevê iniciar no mês que vem as obras do edifício que deverá ser ocupado pelo sucessor de Kirchner, cuja morte no ano passado deixou um grande vazio na Unasul.

Até agora as únicas candidaturas oficiais são as do atual ministro de Energia venezuelano, Alí Rodríguez, e da ex-diplomata colombiana María Emma Mejía.

Os chanceleres tratarão esse tema na sexta-feira pela tarde em reunião extraordinária do Conselho de Ministros da organização, que será realizada em Mitad del Mundo.

A Unasul é integrada pela Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela.

O Chanceler do Equador, Ricardo Patiño, assinalou nesta quarta-feira em uma entrevista à televisão local Ecuavisa que a constituição jurídica da Unasul servirá para "integrar" toda a região, não só no âmbito político, mas também em "infraestrutura, saúde, inclusão social e no setor energético".

Exemplificou que o norte do Chile tem deficiência de energia, enquanto Colômbia goza de um superávit, por isso que poderia abastecê-lo.

Neste sentido, Patiño disse que até agora a integração comercial estava limitada porque não havia suficiente força política.

Por outro lado, com Unasul a ideia é que existam acordos "mais globais" de integração, como em temas legislativos, de saúde e de investimento, segundo explicou.

EFE   

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