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Secretário da OEA adverte para golpe em andamento no Equador

30 set 2010
17h16
atualizado às 18h41

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, afirmou nesta quinta-feira que no Equador está em andamento um golpe de Estado, que ainda não foi consumado, e chamou os países da região a dar uma resposta "contundente".

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José Miguel Insulza ofereceu também nesta quinta o "pleno apoio" da entidade ao presidente equatoriano, Rafael Correa. Insulza cominicou-se por telefone com Correa, a quem expressou "o pleno apoio da organização diante dos acontecimentos no país", informou o comunicado.

A OEA realiza uma reunião de urgência em sua sede, em Washington, na qual os diferentes países-membros manifestaram sua preocupação com os acontecimentos no Equador, onde militares e policiais ocuparam regimentos e aeroportos. Na reunião, a representante equatoriana da OEA, María Isabel Salvador, denunciou que "é inquestionável" que os fatos em seu país "constituem uma tentativa de alterar a institucionalidade democrática".

O "mais preocupante é a inquestionável vinculação política existente nesses fatos, com a presença de membros da oposição que tiveram uma carreira militar e vinculações permanentes com os membros da força policial", afirmou Salvador.

Protestos
Os distúrbios registrados no Equador tem origem na recusa dos militares em aceitar uma reforma legal proposta pelo presidente Rafael Correa para ajustar os custos do Estado. As medidas preveem a eliminação de benefícios econômicos das tropas. Além disso, o presidente também considera a dissolução do Congresso, o que lhe permitiria governar por decreto até as próximas eleições, depois que membros do próprio partido de Correa, de esquerda, bloquearam no legislativo projetos do governante.

Isso fez com que centenas de agentes das forças de segurança do país saíssem às ruas da capital Quito para protestar. O aeroporto internacional chegou a ser fechado. No principal regimento da cidade, Correa tentou abafar o levante. Houve confusão e o presidente foi agredido e atingido com bombas de gás. Correa precisou ser levado a um hospital para ser atendido. De lá, disse que há uma tentativa de golpe de Estado. Foi declarado estado de exceção. Mesmo assim milhares de pessoas saíram às ruas da cidade para apoiar o presidente equatoriano.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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