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Santos diz que processo de paz com as Farc "vai bem"

4 ago 2013
16h13
atualizado às 16h37
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O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, disse que o processo de paz com as Farc "vai bem", embora seja preciso acelerá-lo, e que não haverá impunidade com essa guerrilha, ao mesmo tempo em que vê "próximo" um diálogo com o grupo ELN, em entrevista publicada neste domingo.

Juan Manuel Santos
Juan Manuel Santos
Foto: Getty Images

"Impunidade como a que tratam alguns de sugerir, não. Não haverá total anistia e nem total indulto" para os guerrilheiros das Farc, afirmou Santos, que na próxima quarta-feira iniciará o último de seus quatro anos de mandato.

Na entrevista publicada pelo jornal El Tiempo de Bogotá, o governante acrescentou que procura-se aplicar no processo com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e outros grupos armados a justiça transitória que permita a reincorporação dos combatentes à vida civil.

"É precisamente necessário para permitir a transição da guerra à paz, sem sacrificar os direitos das vítimas: reparação, verdade e justiça. Sobre isso trata o marco (jurídico) para a paz que a Corta Constitucional estuda", disse o chefe de Estado.

Diversos líderes colombianos e estrangeiros criticaram a emenda constitucional conhecida como "marco jurídico para a paz", por considerar que representa impunidade para os delitos de lesa-humanidade cometidos pelos guerrilheiros, o que o Executivo nega.

Entre os críticos dessa medida encontra-se o ex-mandatário colombiano Álvaro Uribe (2002-2010), antecessor e mentor de Santos, embora depois tenha ficado na oposição do atual Governo.

Santos disse na reunião que as negociações com as Farc, que se iniciaram em novembro de 2012 em Havana, após um primeiro encontro em Oslo, "vão bem, com altos e baixos normais em processos tão complexos".

"Eu criticaria o fato das conversas estarem lentas demais e é preciso acelerá-las", disse o líder colombiano.

Santos explicou também que se conseguir a paz, haverá que reintegrar os guerrilheiros à sociedade. "É preciso fazer um grande esforço para que essas pessoas tenham um nova e melhor oportunidade na vida", manifestou.

"Eu vejo que há vontade. Mas, sobretudo, as Farc não têm alternativa diferente do que assinar a paz. Os avanços que alcançamos me demonstram que tomamos a decisão correta de iniciar este processo", declarou.

Santos se referiu também às possíveis conversas com o Exército de Libertação Nacional (ELN), segunda guerrilha da Colômbia e que, da mesma forma que as Farc, nasceu na década do 60.

"Estamos muito perto de começar essas negociações" com o ELN, assinalou o chefe de Estado, que explicou que dependem da libertação do geólogo canadense Jernoc Wobert, sequestrado em 18 de janeiro no departamento de Bolívar (norte colombiano).

"Se libertarem o cidadão canadense e outros sequestrados, haverá negociações imediatamente", disse Santos. A chefia do ELN anunciou em 29 de julho que a libertação de Wobert está próxima.

EFE   
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