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Rafael Correa: Snowden revelou o maior caso de espionagem da história

Presidente do Equador diz que os Estados Unidos devem uma explicação sobre o caso

29 jun 2013
13h52
atualizado às 14h20
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O presidente de Equador, Rafael Correa, afirmou neste sábado que Edward Snowden revelou o maior caso de espionagem da história, por isso acha que os Estados Unidos devem uma explicação, e também criticou o fato de que o centro da polêmica não seja esta questão e sim sua decisão de estudar o pedido de asilo do fugitivo americano.

<p>Rafael Correa criticou os EUA pelo caso de espionagem</p>
Rafael Correa criticou os EUA pelo caso de espionagem
Foto: AP

"O que realmente é grave é o que Snowden denunciou, a maior espionagem em massa da história da humanidade, dentro e fora dos Estados Unidos", afirmou o presidente em seu relatório de trabalho semanal.

"Os países soberanos, os que, na verdade, estão comprometidos com os direitos humanos, entre eles o direito à intimidade das pessoas, temos que alçar nossa voz de protesto e pedir explicações", acrescentou.

Correa questionou que, apesar disso, para alguns meios de comunicação isso não é tão grave e o importante é capturar Snowden e destruir midiaticamente o governo ou país que decidir atender ao pedido de asilo a ele.

"É terrível ver como estão alterando os valores e o poder dessa arma letal que se chama poder midiático corrompido. Nem todo meio de comunicação é corrupto, mas... caramba... os meios de comunicação do imperialismo, sim, são corruptos, principalmente quando se trata de defender o sistema", assinalou.

Snowden, que se encontra desde domingo passado na zona de trânsito do aeroporto internacional de Moscou, pediu asilo político ao governo equatoriano, que se diz disposto a concedê-lo assim que o ex-analista de informática se encontrar em território equatoriano.

O ex-funcionário de uma empresa que prestava serviços para a Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos é acusado de espionagem em seu país por ter revelado programas secretos de vigilância das comunicações do governo de Barack Obama.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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