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'Queriam me linchar e eu, conversar', diz Yoani em 1º post no Brasil

Blogueira cubana famosa por fazer oposição ao regime dos irmãos Castro comentou em seu blog os protestos que enfrentou na de segunda-feira

19 fev 2013
17h15
atualizado às 17h37
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A blogueira cubana Yoani Sánchez criticou em seu blog Generación Y os protestos que impediram a exibição de um documentário na noite de segunda-feira em Feira de Santana, na Bahia. Em sua primeira postagem desde que chegou ao Brasil, Yoani disse nesta terça-feira que enquanto os manifestantes queriam linchá-la, ela queria conversar. “Gritavam, interrompiam, em determinado momento ficaram violentos e, de vez em quando, lançavam um coro de frases dessas que já não se diz nem em Cuba”, escreveu.

<p>Yoani posa com a bandeira brasileira</p>
Yoani posa com a bandeira brasileira
Foto: Reuters

Famosa por ser uma das principais críticas do regime socialista dos irmãos Fidel e Raúl Castro, Yoani saiu da ilha pela primeira vez após reformas promovidas pelo governo cubano que permitem que os cidadãos saiam do país. Ela enfrentou protestos desde que chegou ao Brasil. No aeroporto do Recife, foi recepcionada por vaias. Em Feira de Santana, um grupo de integrantes da União da Juventude Socialista exibia cartazes e gritava palavras de ordem enquanto o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) tentava acalmar os ânimos. No final, a exibição do documentário Conexão Cuba-Honduras no Museu Parque do Saber foi suspensa.

Suplicy bate boca com manifestante em defesa de blogueira

Na postagem, ela conta que está acostumada a viver “como vítima, observadora ou jornalista” atos de repúdio e cita um caso ocorrido em Cuba, quando diz ter sido agredida junto com o movimento das Damas de Branco.  “O piquete de extremistas que impediu a exibição do filme de Dado Galvão era mais que um grupo de adeptos incondicionais do governo cubano. Todos tinham, por exemplo, o mesmo documento – impresso em cores – com uma série de mentiras sobre a minha pessoa (...) Repetiam um roteiro idêntico e raivoso, sem ter a menor intenção de escutar a réplica que eu poderia dar-lhes”, disse.

Yoani relatou que, com a ajuda de Suplicy, conseguiu começar a falar, mas os manifestantes continuavam gritando e repetindo “as mesmas frases, como autômatos programados”. “Dessa forma, a reunião foi muito interessante! Eles tinham as veias do pescoço inchadas, eu esboçava um sorriso. Eles faziam ataques pessoais contra mim, eu levava a discussão ao plano de Cuba que sempre será mais importante que esta humilde servidora. Eles queriam me linchar, eu conversar. Eles respondiam a ordens, eu sou uma alma livre”, publicou.

Fonte: Terra

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